Mulheres ainda enfrentam discriminações no Judiciário, aponta levantamento do CNJ
O Judiciário brasileiro é formado hoje em grande parte por homens, brancos, católicos, casados e com filhos. A idade média do magistrado é de 47 anos, sendo que os mais jovens estão na Justiça Federal.
80% é casado ou em união estável, e tem filhos e apenas 18% se declararam negros. As mulheres representam apenas 37% do total de magistrados.
O resultado, no entanto, já foi pior. Na década de 90, as mulheres ocupavam apenas 25% do total de vagas. O problema é que, segundo levantamento do CNJ, as mulheres ainda progridem menos na carreira.
No início da carreira, no cargo de juiz substituto elas representam 44% do total. 39% dos juízes titulares 23% dos desembargadores e 16% dos ministros dos tribunais superiores. Ainda segundo o CNJ, a entrada é sempre por meio de provas e concursos.
O grande entrave estaria em algumas progressões que dependem de indicações. O CNJ admite que não se aprofundou na análise dessa discrepância, mas avalia que um dos motivos pode ser as atribuições domésticas que ainda geram impacto profissional para as mulheres.
*Informações da repórter Luciana Verdolin
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