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Adolescente britânico é condenado a prisão perpétua após matar própria família e planejar massacre

Jovem, que esfaqueou seu irmão mais de cem vezes, tinha se declarado culpado em fevereiro e deve cumprir pelo menos 49 anos de prisão

Luisa Cardoso

GRÃ-BRETANHA-TRIBUNAL-CRIME
GRÃ-BRETANHA-TRIBUNAL-CRIME Bedfordshire Police / AFP

Um adolescente que matou a mãe e os irmãos, além de planejar um massacre que não chegou a executar em sua antiga escola, foi condenado, nesta quarta-feira (19), à prisão perpétua por um tribunal de Luton, ao norte de Londres. Nicholas Prosper, de 19 anos, matou sua mãe, Juliana Falcon, de 48, sua irmã, Giselle, de 13, e seu irmão, Kyle, de 16, com uma espingarda de caça no apartamento da família, na madrugada de 13 de setembro de 2024.

O jovem, que também esfaqueou seu irmão mais de cem vezes, tinha se declarado culpado em fevereiro e deve cumprir pelo menos 49 anos de prisão. O acusado tinha planejado assassinar os familiares enquanto dormiam e em seguida ir à sua antiga escola, a Saint Joseph’s Catholic School, em Luton, às 9 da manhã, para matar 30 crianças com idades entre quatro e cinco anos, e dois professores, antes de se suicidar.

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Mas sua mãe acordou por volta das 04h30 da manhã e atrapalhou seus planos. O adolescente atirou nela com a espingarda, que tinha comprado na véspera, depois fez o mesmo com sua irmã, apavorada, e em seguida matou seu irmão. Era cedo demais para ir à escola executar o massacre que tinha planejado e a polícia o prendeu duas horas depois.

O adolescente queria entrar para a história, cometendo um massacre mais trágico que o ocorrido na escola de ensino fundamental Sandy Hook, nos Estados Unidos, onde Adam Lanza, de 20 anos, matou 27 estudantes e professores após assassinar sua mãe enquanto dormia, em 14 de dezembro de 2012. “Buscava notoriedade. Você queria ser reconhecido como o assassino mais famoso do século XXI”, disse, nesta quarta, o juiz Bobbie Cheema-Grubb, ao pronunciar a sentença, acrescentando que Nicholas Prosper admirava Adam Lanza.

Publicado por Luisa Cardoso
*Com informações da AFP

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