África supera 10 mil casos de coronavírus; mortes chegam a 489

  • Por Jovem Pan
  • 07/04/2020 11h49
EFE/EPA/NIC BOTHMAAproximadamente 20 países africanos ainda não têm mortes e quase 80% têm menos de uma dúzia

Os casos de infecções pelo novo coronavírus no continente africano, registrados em 52 países, já ultrapassaram 10 mil, e metade deles aconteceram na África do Sul e em três países do norte: Argélia, Egito e Marrocos.

Além disso, as mortes por conta da covid-19 chegaram a 489, de acordo com a última apuração da Agência Efe, nesta terça-feira (7), com base em comunicados de governos da África e dados divulgados pela Universidade Johns Hopkins, nos Estados Unidos.

A África do Sul está no topo da lista dos países afetados, com 1.686 casos, seguidos pela Argélia (1.423), Egito (1.322), Marrocos (1.141) e Camarões (658), mas dois terços dos 52 países afetados ainda estão abaixo de 100 casos detectados.

No total, 10.111 casos positivos foram registrados no continente e faz apenas seis dias que a marca de 5 mil foi atingida, enquanto o primeiro caso da doença foi detectado no Egito, em 14 de fevereiro.

Em relação às mortes, a Argélia é o país com mais mortes, com 173, seguida pelo Egito (85), Marrocos (83) e Tunísia (22), e Burkina Faso e República Democrática do Congo são os dois países subsaarianos com mais mortes pelo coronavírus, com 18 cada.

Aproximadamente 20 países africanos ainda não têm mortes e quase 80% têm menos de uma dúzia.

Dada a vulnerabilidade de seus sistemas de saúde, muitos países evitaram esperar que a situação se descontrolasse, como aconteceu em países da Europa, e tomaram medidas duras para conter a propagação desta doença viral contagiosa que causa febre alta e complicações respiratórias.

Países como África do Sul e Ruanda decretaram o confinamento total da população, enquanto outras, como a Nigéria ou a República Democrática do Congo (RDC), ordenaram o fechamento de grandes cidades.

Mas as medidas de confinamento levam milhões de africanos ao limite, que precisam trabalhar todos os dias para sobreviver.

*Com informações da EFE