Agricultores franceses protestam contra acordo UE-Mercosul

Cerca de 350 tratores estiveram nas avenidas de Paris, em direção ao Parlamento; de acordo com os manifestantes, tratado ameaça seus meios de subsistência

  • Por Jovem Pan
  • 13/01/2026 09h06
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GEOFFROY VAN DER HASSELT / AFP Tratores são estacionados ao longo do rio Sena enquanto agricultores protestam para exigir 'ações concretas e imediatas' do governo, que está lutando para lidar com a insatisfação dos agricultores em Paris Tratores são estacionados ao longo do rio Sena enquanto agricultores protestam para exigir 'ações concretas e imediatas' do governo, que está lutando para lidar com a insatisfação dos agricultores em Paris

Agricultores franceses conduziram cerca de 350 tratores pelas avenidas de Paris em direção ao Parlamento, nesta terça-feira (13), para protestar contra os baixos salários e um acordo comercial da União Europeia (UE) com a América do Sul que, segundo eles, ameaça seus meios de subsistência.

Escoltados pela polícia, os tratores causaram tumulto no trânsito da hora do rush enquanto percorriam a Champs-Élysées e outras avenidas de Paris, e depois atravessavam o rio Sena para chegar à Assembleia Nacional.

A indignação dos agricultores na França e em outros países europeus aumentou devido a uma série de desafios. Os sindicatos que lideram os protestos de terça-feira afirmaram exigir “ações concretas e imediatas” para defender a segurança alimentar da França.

A porta-voz do governo francês, Maud Bregeon, disse na terça-feira à emissora TF1 que o governo fará novos anúncios em breve para ajudar os agricultores.

O presidente Emmanuel Macron e seu governo se opõem ao acordo comercial UE-Mercosul, mas espera-se que ele seja assinado no Paraguai neste sábado (17), pois conta com o apoio da maioria dos outros países da UE.

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Os agricultores europeus há muito denunciam o acordo comercial com os países do Mercosul (Brasil, Argentina, Bolívia, Paraguai e Uruguai), argumentando que ele inundaria o mercado com importações mais baratas.

*Com informações do Estadão Conteúdo
Publicado por Nícolas Robert

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