Âncora de barco pode ter causado vazamento de petróleo na Califórnia

Suspeita de especialistas é de que tubulação tenha sido ‘fisgada’ e arrastada por mais de um quilômetro, causando dano grave nos canos da plataforma

  • Por Jovem Pan
  • 06/10/2021 10h47
EFE/EPA/ETIENNE LAURENTParte da costa da Califórnia foi bloqueada para banho e pesca

Investigadores federais contratados pelo governo dos Estados Unidos para analisar o vazamento que liberou quase 600 mil litros de petróleo na costa da Califórnia ao longo do fim de semana afirmaram nesta quarta-feira, 6, que o desastre pode ter sido causado pela âncora de uma navegação que passava pelo local, “fisgando” e arrastando uma tubulação que estava sob a água. Na terça-feira, eles informaram que o cano foi aberto em uma profundidade de 30 metros e arrastado por mais de um quilômetro. “O cano foi essencialmente arrastado como uma corda de arco”, afirmou o CEO da Amplify Energy Corp, empresa responsável pela plataforma. Não há até o momento qualquer suspeita sobre um barco específico que tenha causado o dano. Os impactos do vazamento ao meio ambiente ainda não foram mensurados, mas centenas de animais marinhos morreram e quilômetros de costa precisaram ser fechados para banho e pesca, sem qualquer previsão de retorno. A mudança deve afetar diretamente a economia na região.

A análise feita pelas autoridades federais também identificou a demora da empresa em tomar atitudes e notificar o vazamento. Os primeiros boatos sobre o vazamento ocorreram na última sexta-feira, 1, após moradores da região de Huntington Beach sentirem cheiro de petróleo e perceberem uma pequena mancha oleosa na costa. A Amplify, porém, negou qualquer anormalidade operacional na ocasião. Eles só ficaram cientes da falha na madrugada do sábado, quando um alarme tocou durante a madrugada indicando uma queda na pressão dos canos. De acordo com uma investigação preliminar, a empresa esperou quase quatro horas após o primeiro alarme para fechar o cano que estaria vazando. Após fechar o cano, ela aguardou mais outras três horas para notificar o Centro de Resposta da Guarda Costeira Nacional, o que “atrasou” operações de resposta ao acidente. O CEO da empresa, Martyn Willsher, porém, afirmou que a companhia não estava ciente do vazamento até ele aparecer nas águas por volta das 8h do sábado.