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Após pressão de Trump, presidente cubano fala em morrer pela pátria

Os líderes cubanos não representam uma elite no poder, mas são eleitos com base na participação popular, disse

Pedro Vilas Boas

Presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, diz que não está em negociações com os EUA após ameaças de Trump
Presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel e Donald Trump, líder dos EUA EFE/EPA/SERGEY BOBYLEV / SPUTNIK / KREMLIN / POOL E DOUG MILLS / POOL /AFP

O presidente Miguel Díaz-Canel descartou a necessidade de quaisquer mudanças no governo de Cuba, mesmo diante da pressão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, contra o país comunista. “A pessoa que está na liderança em Cuba não é eleita pelo governo dos EUA. Não tem um mandato do governo dos EUA”, disse Canel em entrevista exclusiva à NBC News na quinta-feira, 9, distribuída abertamente neste domingo, 12, no site.

E afirmou: “Temos um Estado soberano livre. Temos autodeterminação e independência. Não estamos sujeitos ao desejo dos EUA.”

Os líderes cubanos não representam uma elite no poder, mas são eleitos com base na participação popular, disse.

“O governo dos EUA não tem qualquer moral para exigir nada de Cuba”, comentou Díaz-Canel, referindo-se ao embargo ao país. “Nós não estamos exigindo mudanças do governo americano”, completou.

Sobre uma eventual agressão dos EUA, Canel disse que “se isso acontecer, haverá luta, haverá resistência, e nós nos defenderemos, e se precisarmos morrer, morreremos, porque, como diz nosso hino nacional, ‘Morrer pela pátria é viver’.”

*Estadão Conteúdo

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