Berlim proíbe manifestação pró-Palestina no segundo aniversário do ataque do Hamas
Berlim proibiu nesta terça-feira (7) uma manifestação pró-Palestina sob o lema “Parem o genocídio” devido à possibilidade de que a concentração não fosse pacífica e justificasse o ataque terrorista do Hamas em 7 de outubro de 2023 contra Israel. Segundo informou à Agência EFE a polícia de Berlim, a convocatória foi proibida pela autoridade competente em matéria de reuniões da capital devido à existência de um apelo a uma manifestação que “aprova” o ataque do grupo islâmico palestino. Isso fazia temer que a manifestação não fosse pacífica, disse a polícia.
A mensagem convocava há dias a manifestação, que deveria ocorrer junto ao relógio mundial, na praça central Alexanderplatz, em Berlim, sob o lema “geração após geração, até a libertação total”. No convite, os organizadores se referiam ao ataque, que causou a morte de 1.200 israelenses e resultou no sequestro de outras 251 pessoas, como uma “fuga heróica” palestina.
“Dois anos se passaram desde que o povo de Gaza derrubou os muros da maior prisão a céu aberto. Esta fuga heróica pegou o mundo de surpresa e abalou profundamente os alicerces do regime sionista, um pilar do controle imperial na região”, segundo o apelo.
Esses termos já causaram na segunda-feira a condenação, entre outros, do embaixador de Israel na Alemanha, Ron Prosor, que descreveu os manifestantes como pessoas que apoiam o Hamas. “Em 7 de outubro, dois anos após o massacre do Hamas, é permitido manifestar-se na praça Alexanderplatz, em Berlim, sob o lema ‘geração após geração, até a libertação total’”, denunciou o chefe da delegação israelense.
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A proibição das autoridades de Berlim ainda pode ser recorrida perante as autoridades, mas, segundo a polícia, parte-se do princípio de que a manifestação não vá acontecer.
A manifestação pró-Palestina em Berlim não é a única convocada para esta terça-feira na Alemanha, pois em Frankfurt, outro evento a favor da Palestina foi inicialmente proibido pelas autoridades, embora os organizadores tenham recorrido com urgência da medida e um tribunal administrativo tenha determinado que a concentração poderá ocorrer.
*Com informações da EFE
Publicado por Nícolas Robert
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