Biden pede união em seu primeiro discurso como presidente dos EUA
O democrata Joe Biden fez o seu primeiro discurso como presidente dos Estados Unidos nesta quarta-feira, 20, logo após fazer o seu juramento durante a cerimônia de posse. Suas falas ressaltaram a importância da união para combater a pandemia do novo coronavírus e superar a polaridade política, além do extremismo, da violência e da ascensão da supremacia branca. “Precisamos acabar com essa guerra civil que põe vermelho contra azul, rural versus urbano, conservador versus liberal. Nós conseguimos fazer isso se abrirmos nossas almas e não endurecermos nossos corações”, disse ele em referência às cores do Partido Democrata e Republicano. “Não haverá progresso sem união”, concluiu.
O mais novo presidente dos Estados Unidos também fez menções especificas sobre a invasão do Capitólio no último dia 6, apesar de nunca citar o nome de Donald Trump. “Nesse solo sagrado, onde há poucos dias a violência tentou abalar a democracia, nós nos unimos para fazer uma transição de poder pacífica como fazemos há séculos”, disse. Biden continuou assegurando que ataques à democracia norte-americana não voltarão a acontecer. “Os Estados Unidos passaram por um teste e nós saímos mais fortes”, disse. “Hoje, celebramos o triunfo não de um candidato, mas de uma causa, a da democracia”, reiterou ao pedir que o povo norte-americano rejeite a ideia de que “os fatos são manipulados e, até mesmo, fabricados”.
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Biden também destacou o fato da sua vice-presidente, Kamala Harris, ser a primeira mulher negra a ocupar esse cargo em toda a história do país, e prestou uma homenagem às vítimas da Covid-19. O democrata garantiu, por fim, que será um presidente “para todos os americanos” e que fará com que os Estados Unidos voltem a se relacionar com o mundo. “Eu lutarei tanto pelos que não me apoiaram quanto pelos que me apoiaram”, disse ao final de um discurso de tom principalmente conciliatório.
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