EUA detectam pela primeira vez dois casos de varíola dos macacos em crianças

Ambos apresentam sintomas, mas estão bem de saúde, isolados e recebendo tratamento adequado

  • Por Jovem Pan
  • 23/07/2022 06h40 - Atualizado em 23/07/2022 06h41
Cynthia S. Goldsmith / Centers for Disease Control and Prevention / AFP Vírus da varíola dos macacos vistos através do microscópio Vírus da varíola dos macacos vistos através do microscópio

O Centro de Controle de Doenças dos Estados Unidos (CDC) informou nesta sexta-feira, 22, que foram detectados, pela primeira vez, dois casos de varíola dos macacos em crianças. Em um comunicado, o órgão indicou que uma das crianças infectadas tem menos de dois anos de idade e é um morador da Califórnia, enquanto a outra estava nos EUA, mas não reside no país. As autoridades de saúde detalharam que ambos os casos estão relacionados e que é mais provável que as crianças tenham sido infectadas em casa por transmissão de um membro da família. Ambos apresentam sintomas, mas estão bem de saúde e recebendo tratamento.

A varíola dos macacos não se espalha facilmente entre humanos. A infecção ocorre através do contato próximo com a pele infectada, fluidos corporais ou gotículas respiratórias de uma pessoa infectada com quem se tenha relações sexuais. É um vírus diferente da varíola já conhecida e está sendo transmitido fora de sua área endêmica habitual, que é a África Central e a Ocidental, razão pela qual é necessário exercer um controle epidemiológico rigoroso sobre ele, a fim de evitar uma propagação ainda maior.

Uma pessoa é considerada contagiosa desde o início das primeiras lesões da mucosa oral e continua sendo considerada contagiosa até que as lesões cicatrizem e se forme uma nova camada de pele por cima. Por esse motivo, as pessoas infectadas devem permanecer isoladas até que todas as lesões cutâneas tenham cicatrizado e, principalmente, evitar o contato próximo com pessoas imunossuprimidas. O período de incubação pode variar de 5 a 21 dias, e o quadro clínico geralmente começa com uma combinação de sintomas como febre, dor de cabeça, dores musculares, lesões cutâneas características e glândulas inchadas. Em relação à sua gravidade, os epidemiologistas apontam que os casos do surto atual são mais leves do que os descritos na África Ocidental e que dificilmente, estão gerando internações hospitalares.

*Com informações da EFE