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EUA e Guiana acusam Maduro de narcoterrorismo em meio a aumento das tensões no Caribe

Ações incluem envio de navios de guerra, recompensa de US$ 50 milhões pelo ditador e recomendações para cidadãos americanos não viajarem à Venezuela

Felipe Cerqueira

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, cumprimenta membros da Milícia Bolivariana
Maduro convoca a una jornada el fin de semana de alistamiento de las "fuerzas milicianas" EFE/Palácio de Miraflores

O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, republicou nesta quinta-feira (21) uma declaração oficial do governo da Guiana que acusa o regime de Nicolás Maduro de envolvimento com redes de narcoterrorismo. O documento menciona o Cartel de los Soles, ligado a setores militares da Venezuela, como uma das principais organizações criminosas que ameaçam a segurança regional.

A nota da Guiana alerta que essas redes têm capacidade de enfraquecer instituições estatais, minar a democracia e comprometer o Estado de Direito. O país defendeu maior cooperação internacional para enfrentar o crime organizado transnacional e afirmou estar comprometido em trabalhar com parceiros bilaterais e regionais para desmantelar esses grupos.

A Embaixada dos Estados Unidos na Venezuela emitiu um comunicado recomendando que cidadãos americanos não viajem ao país. O texto cita riscos de detenção arbitrária, tortura, terrorismo, sequestro, crimes violentos e instabilidade civil. O alerta ocorre em meio ao aumento das tensões entre Washington e Caracas. Nos últimos meses, o governo de Donald Trump autorizou o envio de três navios de guerra para o mar do Caribe, próximo ao território venezuelano. A Casa Branca afirma que o objetivo é intensificar o combate ao narcotráfico.

Na terça-feira (19), a porta-voz Karoline Leavitt declarou que os Estados Unidos estão preparados para “usar todo o poder americano” contra responsáveis pelo tráfico de drogas. Já no início de agosto, Washington dobrou a recompensa oferecida por informações que levem à prisão de Maduro, elevando o valor para US$ 50 milhões.

A movimentação militar alimenta especulações sobre uma possível operação contra Maduro. A presença de navios anfíbios, como o USS Santo Antônio, com capacidade para transportar milhares de fuzileiros navais, levantou hipóteses de uma ação rápida para capturar o presidente venezuelano. Especialistas apontam, no entanto, que uma intervenção desse tipo teria alto custo e seria inédita na América do Sul, marcando uma escalada sem precedentes na política externa dos Estados Unidos.

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Em resposta à pressão, Maduro ordenou, na segunda-feira (18), a mobilização de 4,5 milhões de membros da Milícia Bolivariana. O governo chavista classificou a medida como parte de um “plano de paz”, mas o gesto foi interpretado como um sinal de preparação diante do cerco militar norte-americano. A intensificação do conflito diplomático reacende preocupações sobre os efeitos de uma eventual intervenção dos EUA na Venezuela para toda a América Latina, em especial para países vizinhos como o Brasil, tradicional defensor da estabilidade na região.

Assista a debates sobre a tensão entre EUA e Venezuela

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*Reportagem produzida com auxílio de IA