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EUA enviam mais de 4 mil militares para águas latinas em ação contra cartéis

Medida faz parte de uma robusta operação de combate aos cartéis de drogas que atuam na região

Sarah Américo

estados unidos carteis
estados unidos carteis Reprodução/Youtube/JovemPanNews

Os Estados Unidos anunciaram o deslocamento de mais de 4 mil fuzileiros navais e marinheiros para as águas próximas à América Latina e ao Caribe. A medida faz parte de uma robusta operação de combate aos cartéis de drogas que atuam na região.

A frota enviada é composta por um significativo aparato militar, que inclui:

  • Mais de 4.000 militares, entre fuzileiros e marinheiros.
  • Um submarino de ataque com propulsão nuclear.
  • Uma aeronave de reconhecimento P-8 Poseidon.
  • Diversos destroyers equipados com lançadores de mísseis.

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Segundo analistas, essa movimentação representa uma demonstração de força do governo de Donald Trump e serve como uma clara intimidação às organizações criminosas. Esta não é a primeira vez que a administração atual toma medidas semelhantes. Em março, destroyers da Marinha americana já haviam sido posicionados na costa do México com o mesmo objetivo. A operação ocorre em um momento de intensificação das ações dos EUA contra o narcotráfico. Na última semana, o governo americano aumentou para 50 milhões de dólares a recompensa por informações que levem à prisão do presidente venezuelano, Nicolás Maduro, acusado de ser um dos líderes de organizações de narcotráfico em seu país.

A ação visa combater diversos grupos que operam na América do Sul e Central, como o Tren de Aragua na Venezuela, o Exército de Libertação Nacional (ELN) e dissidências das FARC na Colômbia, e o cartel Los Lobos no Equador. Muitos desses grupos possuem características transnacionais, recebendo financiamento, ordens e equipamentos de organizações maiores, principalmente do México. Especialistas em relações internacionais apontam que a operação é, por enquanto, uma demonstração de força e uma medida de intimidação, mas não descartam ações mais diretas. Para que tropas americanas atuem em território estrangeiro, seria necessária uma autorização expressa dos governos locais. No entanto, a maior parte da operação pode ocorrer em águas e espaço aéreo internacionais, onde não há necessidade de permissão.

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