EUA enviam mais de 4 mil militares para águas latinas em ação contra cartéis
Os Estados Unidos anunciaram o deslocamento de mais de 4 mil fuzileiros navais e marinheiros para as águas próximas à América Latina e ao Caribe. A medida faz parte de uma robusta operação de combate aos cartéis de drogas que atuam na região.
A frota enviada é composta por um significativo aparato militar, que inclui:
- Mais de 4.000 militares, entre fuzileiros e marinheiros.
- Um submarino de ataque com propulsão nuclear.
- Uma aeronave de reconhecimento P-8 Poseidon.
- Diversos destroyers equipados com lançadores de mísseis.
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Segundo analistas, essa movimentação representa uma demonstração de força do governo de Donald Trump e serve como uma clara intimidação às organizações criminosas. Esta não é a primeira vez que a administração atual toma medidas semelhantes. Em março, destroyers da Marinha americana já haviam sido posicionados na costa do México com o mesmo objetivo. A operação ocorre em um momento de intensificação das ações dos EUA contra o narcotráfico. Na última semana, o governo americano aumentou para 50 milhões de dólares a recompensa por informações que levem à prisão do presidente venezuelano, Nicolás Maduro, acusado de ser um dos líderes de organizações de narcotráfico em seu país.
A ação visa combater diversos grupos que operam na América do Sul e Central, como o Tren de Aragua na Venezuela, o Exército de Libertação Nacional (ELN) e dissidências das FARC na Colômbia, e o cartel Los Lobos no Equador. Muitos desses grupos possuem características transnacionais, recebendo financiamento, ordens e equipamentos de organizações maiores, principalmente do México. Especialistas em relações internacionais apontam que a operação é, por enquanto, uma demonstração de força e uma medida de intimidação, mas não descartam ações mais diretas. Para que tropas americanas atuem em território estrangeiro, seria necessária uma autorização expressa dos governos locais. No entanto, a maior parte da operação pode ocorrer em águas e espaço aéreo internacionais, onde não há necessidade de permissão.
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