EUA: Estátua de Cristóvão Colombo é derrubada por manifestantes em Baltimore

  • Por Jovem Pan
  • 05/07/2020 11h59 - Atualizado em 05/07/2020 12h05
Reprodução / TwitterAinda neste ano, durante protestos contra o racismo e violência policial, outras estátuas também foram derrubadas

Manifestantes derrubaram no sábado (4) uma estátua de Cristóvão Colombo, considerado o descobridor do continente americano, na cidade de Baltimore, no leste dos Estados Unidos (EUA). A estátua foi ao chão com a ajuda de cordas, segundo imagens divulgadas no site do jornal Baltimore Sun.

A imagem é o mais recente monumento de figuras ligadas à escravidão e ao colonialismo a cair nos EUA. Desde 25 de maio, quando começaram os atos pela morte do afro-americano George Floyd, asfixiado por um policial branco em Minneapolis, os manifestantes demoliram inúmeras monumentos de personagens ligados à história colonial ou à discriminação.

Outro exemplo foi a estátua de Cristóvão Colombo decapitada em um protesto em Boston. Em outro episódio, em 22 de junho, um grupo de manifestantes também tentou derrubar a estátua de Andrew Jackson, sétimo presidente americano, perto da Casa Branca. Mais recentemente, o Museu de História Natural, em Nova York, anunciou a retirada da homenagem ao ex-presidente dos EUA, Theodore Roosevelt, que fica na da entrada principal do prédio. A figura do ex-presidente está acompanhada de um homem negro e um homem indígena, o que sinaliza a discriminações estruturais no país.

Além dos Estados Unidos, outros países também registrados atos contra as representações. A escultura do traficante de escravos Edward Colston,  por exemplo, foi derrubada, arrastada e jogada em um rio por manifestantes de Bristol, na Inglaterra. Em junho, uma estátua de Robert Milligan, outro comerciante de escravos do século 18, foi removida do Museu de London Docklands depois que as autoridades decidiram que não era mais aceitável o monumento para a comunidade.

Na Bélgica, a cidade de Antuérpia retirou uma estátua vandalizada do rei Leopoldo II. “A estátua foi severamente vandalizada na semana passada e será restaurada pelo Museu de Escultura ao Ar Livre de Middelheim”, anunciou o porta-voz do burgomestre da Antuérpia, Johan Vermant. O grupo chamado “Vamos reparar a história” exige a retirada do espaço público, em Bruxelas, de todas as estátuas de Leopoldo II. Os participantes acusam o ex-monarca de ter “exterminado” milhões de congoleses.

O Departamento de Segurança Interna dos Estados Unidos anunciou na quarta-feira (1º), a criação de uma força especial para proteger monumentos históricos no país. A medida foi tomada depois da depredação e vandalização de estátuas ligadas ao passado escravagista.

*Com informações do Estadão Conteúdo