Financial Times diz que filme sobre Bolsonaro se tornou uma ‘comédia de erros’

Publicação ainda destaca que conversas do filho do ex-presidente Flávio Bolsonaro (PL-RJ) com Vorcaro impactam a candidatura presidencial do senador

  • Por Jovem Pan
  • 25/05/2026 10h07 - Atualizado em 25/05/2026 10h24
  • BlueSky
Reprodução / Redes Sociais Jim Caviezel como Bolsonaro Ator Jim Caviezel dará vida a Bolsonaro no filme 'Dark Horse'

O jornal britânico Financial Times afirmou que o filme “Dark Horse”, que narra a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro, está se transformando em uma “comédia de erros” antes mesmo de seu lançamento. O texto, publicado nesta segunda-feira (25), ressalta que a obra, protagonizada por atores americanos, foi atingida por revelações de que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) pediu dinheiro para o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, o que gerou um escândalo político em Brasília e afetou as intenções de voto do parlamentar.

O filme retrata a ascensão de Bolsonaro e conta com o ator Jim Caviezel no papel principal. Em um dos trechos divulgados no trailer, Caviezel declara: “Para os estrangeiros, para os ambientalistas, para os pedófilos de Hollywood. Este país não é deles. É nosso”.

O lançamento da produção foi planejado para coincidir com a campanha presidencial de Flávio Bolsonaro, que concorre ao cargo enquanto o pai cumpre pena por tentativa de golpe de Estado.

De acordo com a reportagem, o centro da controvérsia é o investimento de aproximadamente US$ 24 milhões negociado por Flávio Bolsonaro com Vorcaro. A instituição financeira sofreu um colapso após alegações de fraudes bilionárias.

O jornal relata que o senador admitiu ter se encontrado com o banqueiro no final do ano passado, mas negou irregularidades. “Fui encontrá-lo para pôr um fim a essa história. Se ele tivesse me avisado que a situação era tão grave, eu teria procurado outro investidor muito antes”, disse o parlamentar.

Além do desgaste de imagem, o Financial Times aponta que o desempenho de Flávio nas pesquisas eleitorais caiu, colocando-o agora atrás do presidente Lula (PT).

Promoção nos EUA

Apesar das crises, o ex-estrategista da Casa Branca, Steve Bannon, afirmou ao jornal que planeja promover o filme nos Estados Unidos. Para Bannon, a produção “vai animar nosso povo aqui nos EUA para garantir que tenhamos eleições livres e justas”. Ele acredita que o longa pode ter um alcance superior ao de propagandas políticas tradicionais de televisão.

O roteiro da obra, que vazou recentemente, mistura temas religiosos, mensagens antissistema e representações de momentos reais, como o atentado sofrido por Bolsonaro em 2018.

  • BlueSky

Comentários

Conteúdo para assinantes. Assine JP Premium.