Eleições em Israel: Boca de urna aponta empate técnico entre Netanyahu e Gantz

Segundo pesquisas de canais de TV, os partidos de Netanyahu e Gantz terão números próximos de cadeiras no Parlamento

  • Por Jovem Pan
  • 17/09/2019 18h21
EFE/EPA/HEIDI LEVINEBenjamin Netanyahu concorre à reeleição em Israel

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, e o general e ex-comandante do Estado-Maior Benny Gantz aparecem tecnicamente empatados nas primeiras pesquisas de boca de urna divulgadas após o encerramento da votação para as eleições gerais desta terça-feira (17) no país.

Segundo a média das projeções, nem o partido direitista Likud, de Netanyahu, nem o centrista Azul e Branco, de Gantz, conseguiriam maioria suficiente no Parlamento para formar um governo.

A pesquisa da rede de televisão estatal Kan apontou um empate técnico de 32 cadeiras para as duas legendas. A do Canal 12 indicou 33 para o Likud e 34 para o Azul e Branco. Já segundo o Canal 13, ambos ficariam com 31 e 33, respectivamente, o que mostra uma leve vantagem para Gantz.

A Lista Unida, que agrupa os partidos árabes, seria a terceira chapa mais votada, de acordo com as três pesquisas, conseguindo de 11 a 13 deputados, seguida pelo direitista Israel Nosso Lar, de Avigdor Lieberman, com 10, segundo a Kan, e oito, para as outras duas emissoras. O partido ultra-ortodoxo Shas obteria 8 ou 9 assentos no Parlamento, e o Judaísmo Unido pela Torá receberia 8 segundo todas as pesquisas.

A coalizão de partidos de direita e extrema-direita Yamina, liderada por Ayelet Shaked (ex-ministra da Justiça), conseguiria emplacar de 6 a 8 deputados, e os partidos menos votados seriam o Trabalhismo-Guesher, da aliança entre o histórico partido Trabalhista e um de centro-direita, e a União Democrática, que inclui a esquerda pacifista, e que ficaria com 5 ou 6 cadeiras.

Em nenhuma boca de urna o extremista Poder Judeu superaria a cláusula de barreira de 3,25% dos votos para conseguir representação no Parlamento.

Considerando os resultados de cada chapa, os partidos de centro-esquerda (incluindo a Lista Unida árabe) conseguiriam de 54 a 58 cadeiras, e os de direita, extrema-direita e religiosos, de 54 a 57, em ambos os casos sem a maioria simples em um Parlamento com 120 deputados.

Fora destas somas ficaria o partido Israel Nosso Lar, que já divulgou que não entrará em um governo de coalizão com religiosos e que estaria disposto a apoiar uma união entre Likud e Azul e Branco.

*Com EFE