Líbano acusa Israel de violar cessar-fogo poucas horas após início da trégua

Hezbollah, por sua vez, disse ter atacado soldados israelenses em represália

  • Por AFP
  • 16/04/2026 22h50
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Odd ANDERSEN/AFP Israel Um canhão de artilharia autopropelido israelense dispara tiros em direção ao sul do Líbano a partir de uma posição na alta Galiléia, no norte de Israel, perto da fronteira, em 15 de março de 2026. Israel disse em 15 de março de 2026 que nenhuma conversação direta foi planejada com o Líbano para encerrar a guerra, um dia depois de uma autoridade libanesa dizer que Beirute estava preparando uma delegação para negociar com Israel. (Foto de Odd ANDERSEN/AFP)/

O Exército do Líbano denunciou nesta sexta-feira (17) (noite de sexta no Brasil), violações por parte de Israel do cessar-fogo anunciado por Donald Trump e iniciado às 18h do horário de Brasília. O Hezbollah lançou ataques em resposta. O Exército do Líbano acusou Israel de cometer “atos de agressão” e bombardeios em violação da trégua que entrou em vigor horas antes. O Hezbollah, por sua vez, disse ter atacado soldados israelenses em represália.

A trégua, que começou à meia-noite no horário local em ambos os países (18h00 de quinta-feira em Brasília), ocorre enquanto Washington intensifica seus esforços para alcançar um acordo que ponha fim à guerra com o Irã, que insiste que um eventual acordo de paz só é possível com um cessar-fogo no Líbano.

A guerra no Oriente Médio começou quando os Estados Unidos e Israel atacaram o Irã em 28 de fevereiro, e o Líbano se envolveu quando o Hezbollah lançou foguetes contra Israel em 2 de março. Mais de duas mil pessoas morreram nos ataques israelenses contra o Líbano e pelo menos um milhão foram deslocadas. Além disso, as forças terrestres israelenses invadiram o sul do país. Trump afirmou que a trégua ocorre após conversas “excelentes” com o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, e o presidente libanês, Joseph Aoun, dois dias depois de Israel e Líbano iniciarem negociações de paz em Washington.

Na terça-feira (14), foram realizadas conversas diretas entre os embaixadores dos dois países em Washington para discutir negociações. “Essas negociações não ocorrem há mais de 40 anos. Elas estão acontecendo agora porque somos muito fortes, e os países estão vindo até nós — não apenas o Líbano”, disse Netanyahu. Na quarta-feira (15), o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, afirmou que o principal objetivo da negociação com o Líbano é garantir o “desmantelamento” do movimento islamista Hezbollah.

Nesta quinta, os Estados Unidos informaram que os cessar-fogo poderia se estender caso haja um acordo. “Todas as partes reconhecem que as forças de segurança do Líbano têm a responsabilidade exclusiva pela soberania e defesa nacional do Líbano; nenhum outro país ou grupo tem a pretensão de ser o garantidor da soberania do Líbano”, diz o acordo.

 

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