Moção de censura faz parte do ‘manual’ extremista, diz von der Leyen

Iniciativa foi lançada pelo eurodeputado da extrema-direita romena Gheorghe Piperea, que critica a falta de transparência da Comissão Europeia no escândalo apelidado de ‘Pfizergate’

  • Por Jovem Pan
  • 07/07/2025 17h22
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EFE/EPA/GUILLAUME HORCAJUELO Ursula von der Leyen Von der Leyen nunca tornou pública uma troca de mensagens de texto com o CEO da Pfizer, Albert Bourla, durante a pandemia de covid-19

A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, tachou, nesta segunda-feira (7), a moção de censura de que é alvo no Parlamento Europeu de uma jogada tirada do “manual” dos extremistas. A moção de censura “é tirada diretamente do velho manual dos extremistas, que divide a sociedade e erode a confiança na democracia com alegações falsas”, disse. Von der Leyen enfrenta, nesta segunda-feira (7), uma moção de desconfiança impulsionada por um eurodeputado ultradireitista, com poucas chances reais de êxito. A iniciativa foi lançada pelo eurodeputado da extrema-direita romena Gheorghe Piperea, que critica a falta de transparência de Von der Leyen e da Comissão Europeia no escândalo apelidado de “Pfizergate”.

Von der Leyen nunca tornou pública uma troca de mensagens de texto com o CEO da Pfizer, Albert Bourla, durante a pandemia de covid-19, em um momento em que a Comissão negociava a compra de enormes quantidades de vacinas deste laboratório. O caso rendeu fortes críticas à Comissão e a Von der Leyen por parte de várias associações da sociedade civil. O jornal The New York Times recorreu à justiça para ter acesso à troca de mensagens entre Von der Leyen e Bourla, mas descobriu que as mensagens não tinham sido preservadas. Piperea também acusa a Comissão de “interferir” nas eleições presidenciais na Romênia, em maio, nas quais saiu vencedor Nicusor Dan, um apoiador da União Europeia.

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O próprio grupo político ao qual pertencente Pierea, o dos Conservadores e Reformistas (ECR), já se distanciou da ideia. Além disso, o bloco ECR inclui os legisladores que respondem à primeira-ministra da Itália, Giorgia Meloni, mais conciliadora com Von der Leyen. Por sua vez, o bloco mais importante do Parlamento Europeu, o majoritário Partido Popular Europeu (PPE, centro direita), está unido em torno de Von der Leyen, uma liderança da formação. Em seu discurso, Von der Leyen disse que a moção se apoiava em “teorias da conspiração já desacreditadas” e na visão de pessoas contrárias ao uso de vacinas. A votação desta moção de censura está prevista para a quinta-feira.

*Com informações da AFP
Publicado por Fernando Dias

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