Morales denuncia violência e diz que há ‘mandado ilegal’ para prendê-lo; polícia nega

  • Por Jovem Pan
  • 11/11/2019 06h29
REUTERS/CARLOS GARCIA RAWLINSAté agora, 25 mandados de prisão foram executados contra presidentes e membros dos diferentes tribunais eleitorais

A polícia da Bolívia negou, nesta segunda-feira (11), que haja um mandado de prisão contra o ex-presidente do país, Evo Morales. Na noite de domingo (10), pouco depois de renunciar ao cargo, Morales foi ao Twitter dizer que corre risco de ser detido ilegalmente e que grupos violentos invadiram sua casa.

“Denuncio ao mundo e ao povo boliviano que um oficial da polícia anunciou publicamente que tem instrução de executar uma ordem de prisão ilegal contra mim; além disso, grupos violentos invadiram minha casa. Os golpistas destroem o Estado de Direito”, escreveu.

O comandante da Polícia Nacional do país, Yuri Calderón, desmentiu a informação. “Quero informar à população boliviana que não há mandado de prisão contra oficiais do estado como Evo Morales e seus ministros”, disse, acrescentando que é o Ministério Público, e não a polícia, quem emite os mandados de prisão.

De acordo com ele, a ordem de prisão foi emitida, apenas, “para os presidentes dos tribunais eleitorais departamentais e membros departamentais dos tribunais eleitorais”. A ex-presidente do Tribunal Supremo Eleitoral da Bolívia (TSE), María Eugenia Choque Quispe, por exemplo, foi presa após renunciar.

O ex-vice-presidente do órgão, Antonio Costas, também pode ser detido. Até agora, 25 mandados de prisão foram executados contra presidentes e membros dos diferentes tribunais eleitorais departamentais, disse Calderón.

Entenda

Na manhã de ontem, antes de renunciar, Morales havia anunciado sua decisão de convocar novas eleições – após mais de duas semanas de mobilizações dos cidadãos, que consideravam ter havido fraude eleitoral. Horas antes do anúncio de nova votação, um relatório da Organização dos Estados Americanos (OEA) alertou para graves irregularidades nas últimas eleições gerais boliviana.

*Com informações da Agência EFE