OMS: Surgimento de surtos não significa 2ª onda da pandemia
Especialistas da Organização Mundial da Saúde (OMS) informaram nesta sexta-feira, 19, que o surgimento de novos focos de contágio do coronavírus, como o recentemente identificado em um grande mercado em Pequim, não significam necessariamente que a pandemia está estrando em uma segunda onda.
“Às vezes, há casos esporádicos que, ao serem investigados, levam a novos focos, como eventos de contágio em massa em ambientes fechados. É preciso monitorar para evitar um segundo pico de infecções e voltar a ter que recorrer a confinamentos”, disse Mike Ryan, diretor de Emergências da OMS.
Ryan destacou que novos focos como os que foram identificados na Alemanha, Singapura, China e Coreia do Sul, entre outros países, “não são uma segunda onda”, já que não têm uma transmissão comunitária generalizada, a fase mais grave de uma epidemia.
“É preciso mostrar habilidade e rapidez para usar os dados desses focos de contágio, fazer diagnósticos e acompanhar casos, além de adotar o distanciamento físico, para que se interrompa o menos possível a vida social”, explicou.
Ryan acrescentou que quando há um novo aumento de casos depois da estabilização se deve falar mais de “segundo pico” do que de “segunda onda”, o que não elimina o risco de ressurgimento da pandemia mais adiante.
“Não podemos nos surpreender com um possível ressurgimento de casos, pois continuamos com o risco de contrair o vírus. Se ele tiver a oportunidade, vai voltar”, acrescentou a epidemiologista Maria Van Kerkhove, do Programa de Emergência em Saúde da OMS.
* Com EFE
Assuntos
continue lendo
Política
Lula: Dizer que vacina faz a pessoa virar gay ou virar jacaré é crime
As declarações ocorreram durante visita ao Hospital de Amor de Barretos, em São Paulo, na manhã deste sábado
- Kremlin não descarta retomada das negociações entre Moscou, Kiev e Washington AFP · há 4 horas
- Israel está agindo de forma ‘irracional’ em Gaza devido às eleições, diz genro de Trump Estadão Conteúdo · há 4 horas
- IA avançada pode representar um ‘risco existencial para a humanidade’, alerta ONU AFP · há 4 horas
- Avalanche no Cáucaso russo mata 11 alpinistas AFP · há 4 horas