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OMS: Surgimento de surtos não significa 2ª onda da pandemia

Um novo foco foi registrado recentemente em um mercado em Pequim

carolinafortes

Especialistas da Organização Mundial da Saúde (OMS) informaram nesta sexta-feira, 19, que o surgimento de novos focos de contágio do coronavírus, como o recentemente identificado em um grande mercado em Pequim, não significam necessariamente que a pandemia está estrando em uma segunda onda.

“Às vezes, há casos esporádicos que, ao serem investigados, levam a novos focos, como eventos de contágio em massa em ambientes fechados. É preciso monitorar para evitar um segundo pico de infecções e voltar a ter que recorrer a confinamentos”, disse Mike Ryan, diretor de Emergências da OMS.

Ryan destacou que novos focos como os que foram identificados na Alemanha, Singapura, China e Coreia do Sul, entre outros países, “não são uma segunda onda”, já que não têm uma transmissão comunitária generalizada, a fase mais grave de uma epidemia.

“É preciso mostrar habilidade e rapidez para usar os dados desses focos de contágio, fazer diagnósticos e acompanhar casos, além de adotar o distanciamento físico, para que se interrompa o menos possível a vida social”, explicou.

Ryan acrescentou que quando há um novo aumento de casos depois da estabilização se deve falar mais de “segundo pico” do que de “segunda onda”, o que não elimina o risco de ressurgimento da pandemia mais adiante.

“Não podemos nos surpreender com um possível ressurgimento de casos, pois continuamos com o risco de contrair o vírus. Se ele tiver a oportunidade, vai voltar”, acrescentou a epidemiologista Maria Van Kerkhove, do Programa de Emergência em Saúde da OMS.

* Com EFE