Reunião de ministros da Economia e chefes de bancos centrais abre cúpula do Mercosul em Buenos Aires
Os ministros da Economia e presidentes de bancos centrais dos países que integram o Mercosul e seus associados deram início à cúpula do bloco sul-americano nesta quarta-feira (2) com uma reunião na sede do Ministério das Relações Exteriores da Argentina, em Buenos Aires, que sediará uma reunião de chefes de Estado na quinta-feira. A reunião desta quarta-feira conta com a participação de representantes da Argentina, Brasil, Uruguai, Paraguai e Bolívia, que é membro de pleno direito do bloco desde o ano passado. Representantes dos Estados associados ao Mercosul (Chile, Colômbia, Equador, Guiana, Panamá, Peru e Suriname) também participam.
A reunião inaugurou formalmente a cúpula de dois dias na capital argentina, que continuará com uma reunião ordinária do Conselho do Mercado Comum (CMC), o órgão de decisão política do Mercosul composto pelos ministros das Relações Exteriores dos países-membros. Espera-se que o CMC aprove vários projetos de resolução apresentados pelo Grupo do Mercado Comum (GMC), o órgão executivo formado pelos negociadores técnicos do bloco, e defina os textos das declarações finais da cúpula, que serão submetidos à consideração dos presidentes.
Os chefes de Estado deliberarão em uma sessão marcada para a manhã de quinta-feira, na qual o argentino Javier Milei passará a presidência semestral do Mercosul a Luiz Inácio Lula da Silva.
Em princípio, a cúpula também contará com a presença dos presidentes do Paraguai, Santiago Peña, e do Uruguai, Yamandú Orsi, enquanto a Bolívia será representada por sua ministra das Relações Exteriores, Celinda Sosa.
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O Palácio San Martín, sede do Ministério das Relações Exteriores da Argentina, é o local das deliberações, onde se espera que as discussões se concentrem no tenso cenário do comércio global, convulsionado pelas tarifas impostas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e mais recentemente pelas tensões no Oriente Médio e suas possíveis consequências econômicas.
Nesse contexto, os ministros das Relações Exteriores dos cinco membros de pleno direito do Mercosul já se reuniram duas vezes em Buenos Aires – em abril e maio – e acordaram um mecanismo para proporcionar aos parceiros maior flexibilidade tarifária diante dos altos e baixos do comércio internacional.
*Com informações da EFE
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