Rubio minimiza reação de Delcy Rodríguez: ‘Retórica é uma coisa, Queremos ação’
O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, afirmou que o país não vai reagir à condenação feita pela presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, ao ataque americano que prendeu Nicolás Maduro e sua esposa no sábado (3). Durante coletiva de imprensa após a investida, o presidente americano Donald Trump afirmou que Rodríguez – que era vice de Maduro e assumiu a presidência interinamente – estava “essencialmente disposta a fazer o que considerarmos necessário” Mas em seu próprio pronunciamento, a venezuelana condenou o ataque e exigiu a libertação de Maduro.
Rubio desconsiderou os comentários de Rodríguez em entrevista à ABC News neste domingo, 4. “Retórica é uma coisa. Vemos retóricas por várias diferentes razões, especialmente horas depois de a pessoa que antes estava no comando do país ser algemada”, afirmou.
[cta-selector name=”model2″ image1=”https://s.jpimg.com.br/wp-content/plugins/CTA-posts-selector/assets/images/640_4anos-JPNews.jpg” text2=”Siga o canal da Jovem Pan News e receba as principais notícias no seu WhatsApp!” link3=”https://www.whatsapp.com/channel/0029VaAxUvrGJP8Fz9QZH93S” text4=”WhatsApp” icon5=”fa-brands fa-whatsapp” ]
“Não vamos julgar o futuro com base apenas no que é dito em coletivas de imprensa”, disse ele. “Queremos ver ações concretas ” O secretário acrescentou: “O que vamos reagir é muito simples: o que você faz? Não o que você diz publicamente”, continuou. “As drogas param de chegar? As mudanças são feitas? O Irã é expulso?”.
Caso essas questões não sejam abordadas pela presidente interina, Rubio afirmou que os EUA “retém as opções que tinham antes do ataque”, com uma quarentena marítima na Venezuela e sanções. “Não consigo enfatizar o suficiente o quão prejudicial isso seria para o futuro deles”, disse.
Em entrevista à The Atlantic no domingo, Trump ameaçou Rodríguez se ela não seguisse suas ordens. “Se ela não fizer o que é certo, vai pagar um preço muito alto”, disse ele. “Provavelmente maior do que Maduro.”
Militares venezuelanos mantém posição de enfrentamento
A presidente interina da Venezuela não é a única figura pública do país a demonstrar oposição à ação americana de forma pública. Neste domingo, 4, o ministro da Defesa, Vladimir Padrino López, rejeitou qualquer ideia de que os Estados Unidos governariam o país, como Donald Trump havia afirmado um dia antes.
“Nossa soberania foi violada e infringida”, disse Padrino López, ladeado por soldados uniformizados. Ele exigiu a libertação imediata de Maduro e chamou a operação dos EUA de um “ato de profunda malícia”.
O número de mortos na ação, que inclui militares e civis, chegou a 80 neste domingo, de acordo com um alto funcionário venezuelano. Nenhum militar americano foi morto, de acordo com um funcionário dos EUA.
*Com informações do Estadão Conteúdo
[jp-related-posts ids=”2092470,2092466,2092462″]