Aiatolá Ali Khamenei está morto, diz Trump
O governo iraniano negou que o líder supremo morreu no ataque conjunto dos Estados Unidos e de Israel contra o país
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse neste sábado (28) que o líder supremo iraniano, aiatolá Ali Khamenei, morreu durante a operação feita em conjunto com Israel contra o Irã. Teerã nega.
Por meio de publicação no Truth Social, Trump disse que o aiatolá é “uma das pessoas mais perversas da história”. O republicano afirmou que a suposta morte do líder supremo do Irã não representa “justiça só ao povo iraniano, mas para todos os grandes norte-americanos e para aqueles de muitos países que foram mortos ou mutilados” pelo regime teocrático.
“[Khamenei] não conseguiu escapar de nossa inteligência e de nossos sofisticados sistemas de rastreamento e, trabalhando em estreita colaboração com Israel, não havia nada que ele ou que outros líderes, que foram mortos juntos, pudessem fazer”, declarou Trump.
Na publicação, Trump acrescentou que o momento é oportuno para a população do Irã “recuperar” o controle “de seu país”.
O republicano relatou que integrantes da Guarda Revolucionária Islâmica, das forças armadas, de segurança e policiais iranianas “não querem mais lutar e buscaram imunidade”.
Na publicação, Trump reiterou a fala dada na sexta-feira (27). “Agora eles terão imunidade, depois só terão a morte”, escreveu o republicano.
O presidente norte-americano ainda comunicou que os bombardeios “pesados e precisos” contra o Irã continuarão “ininterruptos durante toda semana ou pelo tempo que for necessário”. Segundo Trump, a medida visa “alcançar o objetivo de paz em todo o Oriente Médio”.
Agência diz que Khamenei morreu em ataques
A agência de notícias Reuters noticiou mais cedo que o líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei, morreu durante os ataques dos Estados Unidos e Israel. A informação foi dada por um oficial israelense.
O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, disse à emissora norte-americana NBC News que Khamenei estava vivo, assim como todos os altos funcionários. “Portanto, todos estão agora em seus postos, estamos lidando com a situação e tudo está bem”, disse o chanceler.
Ataques
A operação conjunta dos Estados Unidos e Israel começou com fumaça sendo vista sobre Teerã, capital iraniana, na madrugada deste sábado. Tel-Aviv classificou os ataques como preventivos.
Pouco depois, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, utilizou sua plataforma Truth Social para postar uma declaração surpresa. Em vídeo, o republicano anunciou operações de combate no Irã, com o objetivo de “eliminar ameaças iminentes”.
Foi vista fumaça subindo sobre o distrito de Pasteur, em Teerã — local da residência do líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei — e houve um enorme destacamento de segurança na capital.
Os Estados Unidos e Israel afirmaram que a operação mirou locais militares do Irã. O exército israelense alertou os iranianos que, se estivessem dentro ou perto de infraestruturas militares em todo o país, deveriam se retirar dos locais.
No sul do Iraque, houve um bombardeio contra uma base militar que abriga um grupo pró-Irã. Ao menos duas pessoas morreram, segundo informaram as autoridades.
Explosões também foram ouvidas perto do consulado dos Estados Unidos em Erbil, no Iraque, de acordo com jornalistas da agência de notícias AFP.
Onda de mísseis e drones
A Guarda Revolucionária do Irã afirmou que mirou a Quinta Frota dos Estados Unidos no Bahrein, após uma primeira onda de ataques de mísseis e drones ter sido lançada contra Israel.
“A primeira onda de ataques generalizados de mísseis e drones da República Islâmica do Irã contra os territórios ocupados começou”, afirmou o Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) em comunicado, referindo-se a Israel.
O serviço de emergência Magen David Adom, de Israel, informou estar tratando um homem com ferimentos causados por explosão no norte do país. O Ministério das Relações Exteriores do Irã declarou que responderia “decisivamente” aos ataques, insistindo que Teerã fez “todo o necessário para evitar que a guerra eclodisse”.
Explosões no Golfo
Explosões foram relatadas em toda a região do Golfo. Correspondentes da AFP na capital saudita, Riade, ouviram fortes explosões, assim como na capital do Bahrein, Manama, e em Doha, capital do Catar.
Os Emirados Árabes Unidos afirmaram ter interceptado mísseis iranianos e reservaram-se o direito de responder aos ataques. Residentes de Abu Dhabi relataram à AFP terem ouvido fortes explosões na capital emiradense, que abriga uma base com pessoal dos EUA. O Ministério da Defesa do Catar disse ter interceptado vários ataques de mísseis, enquanto o Kuwait também enfrentou ataques recebidos.
*com informações da AFP



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