Trump se faz presente no primeiro e tenso debate do Partido Republicano mesmo não comparecendo

Ex-presidente dos EUA disse que já é conhecido o suficiente e não havia necessidade de um confronto público com seus rivais, o que, por outro lado, foi uma vitrine para aqueles que podem aspirar a posição de vice

  • Por Jovem Pan
  • 24/08/2023 11h20
WIN MCNAMEE / GETTY IMAGES NORTH AMERICA / Getty Images via AFP debate partido republicano Candidatos presidenciais republicanos, ex-governador do Arkansas Asa Hutchinson, ex-governador de Nova Jersey Chris Christie, ex-vice-presidente dos EUA Mike Pence, governador da Flórida Ron DeSantis, Vivek Ramaswamy, ex-embaixador da ONU Nikki Haley, senador dos EUA

A ausência do ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, no primeiro debate dos conservadores para as primárias de 2024, realizado na quarta-feira, 24, foi o grande destaque da noite, marcado por uma tensão entre os oito candidatos que participaram. Eles falaram sobre as acusações contra o ex-líder norte-americano, questionaram a mudança climática, criticaram a violência nas ruas e expressaram apoio às restrições ao aborto, um tema que polariza os Estados Unido. A esnobada de Trump tirou de seus rivais, em grande desvantagem nas pesquisas, a oportunidade de confrontar o ex-presidente ao vivo durante duas horas no debate organizado na cidade de Milwaukee, no estado de Wisconsin. Contudo, foi uma foi uma vitrine para aqueles que podem aspirar a posição de vice na chapa do ex-presidente.

Quando optou por não ir, Trump havia declarado que os norte-americanos já o conheciam suficiente e não havia necessidade de um confronto público com seus rivais pela Casa Branca. Ele optou por conceder uma entrevista pré-gravada a Tucker Carlson, ex-apresentador do canal Fox News, divulgada nas redes sociais poucos minutos antes do início do debate. O ex-líder norte-americano também argumentou que não fazia sentido participar no debate porque tem uma vantagem muito grande nas pesquisas – mais de 40 pontos segundo a média do RealCLearPolitics. Apesar da ausência, Trump foi citado diversas vezes pelos demais candidatos, com várias perguntas dos apresentadores e moderadores da Fox News sobre os vários processos que ele enfrenta na justiça – o ex-presidente se apresenta nesta quinta-feira, 24, a um tribunal do estado da Geórgia para enfrentar acusações de suposta tentativa de reverter o resultado da eleição presidencial de 2020.  Horas antes do debate, Rudy Giuliani, ex-advogado de Trump, acusado de associação ilícita no caso da Geórgia ao lado do ex-presidente e de outras 17 pessoas, se entregou à polícia em Atlanta.

Os candidatos foram questionados se apoiariam Trump como o indicado do partido na disputa eleitora, mesmo que seja condenado nos processos criminais que enfrenta. Quase todos levantaram a mão, com exceção do governador do Arkansas, Asa Hutchinson, e do ex-governador Nova Jersey Chris Christie. “Aqui está o limite. Alguém precisa parar de normalizar esta conduta, OK?”, disse Christie. “Quer você acredite ou não que as acusações criminais são corretas ou incorretas, a conduta está abaixo do cargo de presidente dos Estados Unidos”, acrescentou. Ele foi vaiado, assim como Hutchinson, que declarou: “Obviamente, eu não vou apoiar alguém que foi condenado por um delito grave”. Na entrevista com Carlson, o republicano, de 77 anos, rebateu as quatro acusações criminais apresentadas contra ele, que chamou de “triviais, bobagens”. O debate dos conservadores para as primárias de 2024 foi uma oportunidade para Ron DeSantis, principal concorrente de Donald Trump, tentar reverter a tendência de queda no apoio e demonstrar que é uma alternativa viável. DeSantis, 44 anos, advertiu que o país está “em declínio” e que a situação “não é inevitável. É uma escolha”.

*Com informações da AFP

 

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