‘Não há qualquer possibilidade de voto de cabresto’, diz deputado sobre voto impresso
A PEC do voto impresso continua avançando na Comissão Especial da Câmara dos Deputados. O presidente do colegiado, deputado federal Paulo Eduardo Martins, afirmou em entrevista ao Jornal da Manhã, da Jovem Pan, neste domingo, 30, que a proposta ainda não tem consenso entre deputados e senadores. Para ele, o argumento de quebra do sigilo do voto com possível aprovação da matéria é “frágil”. “Não se trata do eleitor levar comprovante para casa, é um registro que fica sob a guarda da Justiça Eleitoral. Não há qualquer possibilidade de voto de cabresto ou controle pelo voto impresso”, disse, afirmando que a medida busca, com uma espécie de contraprova, garantir a segurança no resultado das eleições. “Hoje a urna impõe que você tenha uma fé no sistema e isso não é suficiente. A gente vê o crescimento do descontentamento da população e a resposta é aperfeiçoar o sistema”, defendeu.
Ao ser questionado sobre possíveis fraudes eleitorais, o parlamentar admitiu que não há episódios confirmados, embora o PSDB tenha questionado o resultado das urnas eleitorais em 2014 e contratado uma auditoria independente, que concluiu não ser possível “afirmar nada” sobre o tema. “Não acuso o Tribunal Superior Eleitoral de não ser competente ou de ter fraude, é resposta para as pessoas”, pontou. “É considerável a quantidade de pessoas que questionam o sistema eleitoral”, completou. Segundo Paulo Eduardo Martins, a previsão é que o relatório sobre a matéria seja apresentado na última quinzena de junho.
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Jesualdo Júnior
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