Nigéria transfere a Maiduguri centro de comando de luta contra o Boko Haram

  • Por Agencia EFE
  • 08/06/2015 12h04
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Lagos, 8 jun (EFE).- O exército nigeriano anunciou nesta segunda-feira que deu início à mudança do Centro de Comando e Controle (MCCC, em inglês) para lutar contra o grupo jihadista Boko Haram desde a capital Abuja até Maiduguri, a capital do estado de Borno e uma das cidades mais afetadas pela insurgência.

Esta é uma das primeiras promessas feitas pelo novo presidente nigeriano, Muhammadu Buhari, quando jurou seu cargo em 29 de maio e propôs uma mudança na estratégia para acabar com o Boko Haram, já que o centro de comando estava longe demais do centro de operações.

“A partir de agora a luta contra o terrorismo e a insurgência será supervisionada, coordenada e controlada desde este centro. Não se trata de acrescentar mais elos à rede de comando, mas de dar um novo impulso à luta contra o Boko Haram”, declarou hoje o porta-voz do Exército em Maiduguri, o coronel Sani Kukasheka Usman.

Durante o fim de semana, uma equipe de reconhecimento do Exército nigeriano chegou a Maiduguri para começar a planejar a localização do novo centro comando, que além disso contará com um centro alternativo na cidade de Yola, no estado vizinho de Adamawa, que junto a Borno e Yobe são os que sofrem a maior parte dos atentados do Boko Haram.

Antes da explosão da crise do Boko Haram, Maiduguri tinha mais de um milhão de habitantes e agora quase duplicou sua população devido aos maciços deslocamentos de gente que foge das zonas mais remotas para buscar refúgio na capital.

Maiduguri já conta com o quartel-general da Sétima Divisão do Exército nigeriano, que é a encarregado de fazer frente aos milicianos do grupo islamita, e com uma base das Forças Aéreas que desempenhou um papel-chave na defesa da cidade, que foi atacada em várias ocasiões ao longo dos últimos meses.

No último mês, mais de 100 pessoas, a maioria delas civis, morreram em diversos ataques e atentados perpetrados em mercados e outros espaços públicos de Maiduguri. EFE

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