Nkurunziza é empossado presidente do Burundi pela terceira vez
Bujumbura, 20 ago (EFE).- O presidente do Burundi, Pierre Nkurunziza, assumiu nesta quinta-feira o cargo após ser reeleito para um polêmico terceiro mandato de cinco anos, que afundou o país em uma profunda crise política e em uma espiral de violência nos últimos meses.
Nkurunziza foi investido como presidente em cerimônia realizada em Bujumbura em meio a fortes medidas de segurança – inclusive com o uso de um helicóptero que monitorava a capital – e perante a ausência de diplomatas ocidentais.
A comunidade internacional não reconheceu, por falta de garantias, os resultados das eleições do dia 21 de julho nas quais Nkurunziza venceu com 69% dos votos.
Durante seu discurso, o presidente burundinês mostrou seu agradecimento aos cidadãos que o elegeram nas urnas apesar das tentativas de “sabotar” o pleito, e lembrou que este será seu último mandato.
“Após as eleições, haverá um período de paz e desenvolvimento no Burundi”, afirmou Nkurunziza, que prometeu que “a paz completa” chegará em um prazo máximo de dois meses.
Além disso, pediu às mais de 160 mil pessoas que fugiram por medo da repressão política e buscaram refúgio nos países vizinhos que retornem ao Burundi.
Nas palavras de Nkurunziza, os refugiados fugiram por causa de “rumores falsos” divulgados pelos “inimigos”, por isso que pediu às organizações da sociedade civil e aos grupos religiosos que deixem de interferir na política.
A cerimônia de posse estava prevista inicialmente para a próxima semana, mas foi anunciada quase como de surpresa e com muito pouco adiantamento por razões de segurança, segundo explicaram à Agência Efe fontes do partido governante Conselho Nacional para a Defesa da Democracia.
O Burundi ainda continua vivendo episódios de violência e nas últimas semanas foram assassinados o ex-coronel do Exército e chefe do Estado-Maior durante a guerra civil (1993-2005), Jean Bikomagu, assim como o ex-chefe de Inteligência do Burundi Adolphe Nshimirimana, homem de confiança do presidente Nkurunziza. EFE
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