Nova audiência sobre ICMS no STF não chega a consenso; representante da Câmara defende imposto menor
A comissão formada por representantes da União, Câmara dos Deputados e 11 estados (mais o DF) se reuniu nesta terça-feira, 16, no Supremo Tribunal Federal (STF) para discutir um acordo a respeito do ICMS dos combustíveis. Duas ações sobre a decisão de reduzir o imposto estadual estão na Suprema Corte. Uma delas é resultado de uma ação perpetrada por Estados que questionam a constitucionalidade da lei que limitou a alíquota do ICMS a 18% sobre combustíveis, energia elétrica e transporte público. Na outra ação, o presidente Jair Bolsonaro (PL) pede que o STF limite a alíquota do ICMS e faça com que se cumpra a lei. No início da reunião, o ministro da Economia, Paulo Guedes, argumentou que a arrecadação de impostos está crescendo e os Estados não devem ficar sem receita com o corte no ICMS. Os Estados estimam uma perda na arrecadação anual de R$ 87 bilhões e argumentam que a redução da alíquota invade a competência das unidades da federação. Já o deputado Danilo Forte (União-CE) defendeu a necessidade da diminuição de impostos.
“Há um conflito declarado dos Estados com o Governo Federal. Os Estados buscam de todas as formas impedir a vigência da Lei Complementar 194, da qual eu fui o autor. Diante disso, a argumentação é sempre a mesma, a queda de arrecadação. O que não condiz com o momento atual que os números representam, de que isso ia criar desequilíbrio financeiro para os Estados. Na realidade, isso não está acontecendo. Pelo contrário, o que a gente vê é uma efervescência da atividade econômica”, declarou o parlamentar em entrevista à Jovem Pan News. O primeiro encontro da comissão havia ocorrido no dia 2 de agosto, via videoconferência, e terminou sem acordo. Estados e União travam embates em pelo menos quatro ações no STF sobre o mesmo tema e sob as relatorias do ministro Gilmar Mendes, Rosa Weber e André Mendonça. O prazo para encerrar os trabalhos está marcado para 4 de novembro, e caso não haja um consenso até a data limite o STF vai julgar as ações sobre o tema.
[jp-related-posts ids=”1295409,1294391″]
*Com informações do repórter Bruno Pinheiro
continue lendo
Jesualdo Júnior
Pablo Marçal como ministro do STF?
Possibilidade poderia ser recebida apenas como mais uma das provocações características de Pablo Marçal, não fosse o fato de tocar diretamente em um dos pontos mais sensíveis da arquitetura constitucional brasileira
- Eleições 2026: mais de 33,4 milhões de brasileiros deixaram de votar no 1º turno Jovem Pan · há 3 dias
- Allyson Bezerra e Cadu Xavier vão para o 2º turno pelo governo do RN Júlia Lara · há 4 dias
- Otaviano Pivetta é reeleito governador do Mato Grosso Jovem Pan · há 4 dias
- Morre o influenciador Lito Sousa aos 59 anos Jovem Pan · há 7 dias