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ONU alerta para escalada de violência e crise humanitária no Sudão

Secretário-geral da entidade, António Guterres, chama a atenção para o agravamento do conflito que já matou quase meio milhão de pessoas e deslocou mais de 7 milhões

Nicolas Robert

Antonio Guterres
16th UN Conference on Trade and Development in Geneva EFE/EPA/MARTIAL TREZZINI

O secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), António Guterres, fez um alerta sobre a grave escalada de violência no Sudão, país africano mergulhado em uma devastadora guerra civil desde 2023. O conflito, travado entre o exército regular e forças paramilitares, já resultou em uma crise humanitária de proporções alarmantes.

Desde o início dos combates, o país enfrenta um cenário desolador:

  • Mortes em massa: Quase meio milhão de pessoas já perderam a vida, muitas delas crianças que morreram de inanição devido à extrema falta de alimentos.

  • Deslocamento forçado: Mais de sete milhões de sudaneses foram forçados a deixar suas casas, tornando-se deslocados internos.

A situação se agravou recentemente com a tomada de Al-Fashir, a principal cidade da região de Darfur, pelo grupo paramilitar. Embora as forças oficiais do governo ainda mantenham o controle da capital, Cartum, e da cidade portuária de Port Sudan, a queda de Al-Fashir representa um avanço estratégico para os rebeldes e intensifica os temores de uma nova onda de violência com base étnica na região, que já foi palco de um genocídio no passado.

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Autoridades da ONU e de diversas nações africanas expressam profunda preocupação com a falta de mobilização da comunidade internacional diante da crise, já que o conflito, que se arrasta há quase três anos, continua sem perspectiva de resolução.

*Com informações de Luca Bassani

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*Reportagem produzida com auxílio de IA