ONU confirma morte de 5 funcionários de missão Mali após ataque em hotel

  • Por Agencia EFE
  • 08/08/2015 20h19
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Bamaco, 8 ago (EFE).- A missão da ONU no Mali (Minusma) informou que cinco de seus funcionários morreram em um ataque realizado na sexta-feira por um grupo de supostos jihadistas de um hotel em Mopti, no centro do Mali, que só terminou na madrugada deste sábado.

Em comunicado, a Minusma explicou que as vítimas são um malinês, que conduzia um veículo da companhia terceirizada contratada pela ONU, um nepalês, um sul-africano e dois ucranianos.

Além disso, a ONU indica que quatro integrantes da Minusma foram libertadas e levadas para o escritório da entidade em Mopti, onde ainda estão aguardando transporte para Bamaco, capital do Mali.

O comunicado destaca que todos passam bem e que os supostos jihadistas não perceberam que eles estavam no hotel.

A Minusma afirmou que manteve contato permanente com todos os quatro durante o ataque e também já perto do fim do incidente, que ocorreu às 5h locais de hoje, com a intervenção das forças especiais de segurança do Mali.

No comunicado, a missão da ONU garante que continuará cooperando com as autoridades malinesas e os representantes da comunidade internacional em Bamaco nas investigações sobre o ataque.

Sobre os reféns e o número total de mortos, a ONU afirmou que muitos detalhes ainda precisam ser esclarecidos. No entanto, afirmou que todos os indícios apontam que o ataque tinha como alvo os funcionários do Minusma.

Fontes de segurança do Mali afirmaram na manhã de hoje que pelo menos 12 pessoas morreram no ataque. Porém, com as informações divulgadas pela ONU hoje, é possível que o número de vítimas suba.

A Minusma tem atualmente cerca de 9.300 no norte e leste do Mali, na chamada Faixa do Azawad, onde é atacada com frequência por grupos jihadistas que atuam no país.

Por enquanto, ninguém reivindicou a autoria do ataque, mas suspeita-se que o ataque tenha sido promovido por seguidores de Amadou Kouffa, um jidahista local ligado à Ansar al Din e à Al Qaeda no Magreme Islâmico. EFE

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