‘Oposição força a barra para parecer crime’, diz senador Marcos Rogério sobre investigações contra Bolsonaro
O senador Marcos Rogério (DEM-RO), que integra a CPI da Covid-19, participou do programa ‘Direto ao Ponto’ desta segunda-feira, 12, e comentou sobre os principais temas tratados na Comissão Parlamentar de Inquérito e o cenário político atual no país. E o principal assunto da entrevista foi a decisão da Polícia Federal em abrir inquérito contra o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) para investigar a suspeita de prevaricação no caso Covaxin. Sobre isso, Marcos Rogério disse que não vê crimes do presidenciável. “É preciso ter um fato com evidência [para a prevaricação]. Se toda informação que o presidente receber passar para a Polícia Federal, eles só farão isso. Então eu não vejo indícios para prevaricação. Acho que a oposição força a barra para fazer crime o que não é crime”, revelou. Para o senador, o Supremo Tribunal Federal (STF) errou no começo desta investigação.
“Eu acho que se há alguém encaminhando uma notícia-crime ao STF ele tem que dar um encaminhamento. Eu acho que o STF errou nesse caso. O Supremo entende que há elementos suficientes para caracterizar crime no caso da Covaxin? Porque se ele não entende que há ali elementos mínimos, a outra denúncia não teria como prosperar, porque disso prevê a prevaricação. Porque só existe prevaricação quando você está diante de um crime e quem recebeu essa notícia-crime tinha o direito de agir. Mas os indícios até agora não apontam para crime. Foi para a Policia Federal e eles tem o dever de fazer um relatório, mas acho que passaram com o carro na frente dos bois”, completou. Parte da base governista da CPI, Marcos Rogério foi questionado sobre o relator Renan Calheiros (MDB-AL) e o andamento das investigações. Para ele, o posicionamento do senador é clara desde o início.
“Eu acho que ele vai terminar como começou, julgando. A primeira fala dele na CPI foi apresentando uma peça acusatória contra o governo, e peça acusatória seletiva. Não há surpresas. Você sempre espera dentro de uma CPI que quem é relator procure os fatos e ao final produza um relatório, nesse caso não há surpresas porque dia a dia ele vai sustentando suas acusações”, disse. “Considerando que tivemos 34 reuniões até agora, começou com as narrativas da Cloroquina, deram uma ênfase na carta da Pfizer, teve o gabinete paralelo, Copa América e agora está com foco na corrupção. Quando você vai olhar para os autos pergunta ‘Quanto foi pago? Quem se beneficiou?’ e não tem respostas. O foco ali é político-eleitoral, eles jogaram a antecipação de uma campanha na CPI para nivelar e aumentar o nível para as eleições de 2022″, completou.
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Favorável à investigação de desvios de recursos dos municípios e Estados durante a pandemia, o senador informou durante a entrevista que a CPI recebeu documentos de algumas ações da PF e PGR e que é necessário esse outro olhar da cúpula. “Eu espero que seja investigado, é o nosso foco desde o início. Estamos tentando levar a investigação para o Consórcio Nordeste porque temos provas de dinheiro gasto. Tivemos escândalos graves em Santa Catarina, Rio de Janeiro, Ceará, Pará, Amazonas e outros. Penso que aonde tem recurso federal, há competência federal para investigar. Existem operações da PF, Ministério Público Federal, CGU e TCU, porque o Parlamento por meio da CPI não pode investigar?”, questionou.
Confira abaixo a íntegra da entrevista com o senador Marcos Rogério:
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