Organização da economia será grande desafio para o próximo presidente
Um dos principais desafios do próximo presidente da República vai ser organizar a economia do país.
O cenário atual aponta que a partir de 2019 o Governo vai precisar adotar medidas importantes para colocar as contas nos eixos. A previsão é de que as contas públicas registrem neste ano um rombo de R$ 148 bilhões, o quinto déficit consecutivo.
O Produto Interno Bruto Brasileiro cresce timidamente, depois de ter saído da recessão econômica. Em 2017, teve uma expansão de 1%.
O coordenador do curso de Economia da FAAP, Paulo Dutra, analisou que o cenário econômico é bem desafiador para o próximo presidente.
Segundo o economista, a reforma da Previdência é um dos primeiros passos para que o Estado consiga investir recursos em outras áreas, como saúde e educação.
O professor de economia da Fundação Getúlio Vargas, Clemens Nunes, também ressaltou outras medidas a curto prazo: como a continuidade do teto de gastos e a regra de ouro. Mas para a economia brasileira crescer de fato, ele acredita em ações de longo prazo.
Já o desemprego é um dos principais problemas que o presidente eleito em outubro terá de enfrentar a partir de janeiro de 2019. O número de desempregados no país saltou de 6,7 milhões em 2014, para 13 milhões neste ano. Dados do IBGE mostram que mais de 65 milhões de pessoas estão sem trabalho ou sem procurar vagas, o maior índice já registrado na história.
De acordo com o professor Clemens Nunes, o ajuste fiscal pode ajudar a construir um ambiente mais favorável na criação de empregos.
Além do desemprego, mais de 63 milhões de consumidores estão inadimplentes no país, um total de 42% da população adulta brasileira.
Diante do cenário econômico, quem vencer a eleição em outubro terá que marcar tudo na ponta do lápis pra colocar o Brasil de volta nos trilhos.
*Informações da repórter Natacha Mazzaro
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