Otan calcula que há mais de mil soldados russos combatendo na Ucrânia

  • Por Agencia EFE
  • 28/08/2014 13h24
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Bruxelas, 28 ago (EFE).- A Otan calcula que há “mais de mil” soldados russos dentro da Ucrânia combatendo do lado dos separatistas pró-Rússia no leste do país, disse nesta quinta-feira um alto cargo da Aliaça Atlântica.

A Otan estima que “há mais de mil soldados russos que apoiam os separatistas e lutam junto a eles” e individualmente contra as tropas ucranianas, assinalou a fonte, sob condição de anonimato.

A fonte indicou, além disso, que a provisão de armas por parte da Rússia aos rebeldes aumentou tanto em “volume como em qualidade”.

A Otan baseia suas afirmações em novas imagens de satélite divulgadas hoje pelo quartel de comando das operações aliadas em Mons (sul da Bélgica), SHAPE, e tomadas “no final de agosto”, que “mostram forças de combate russas participando de operações militares dentro do território soberano da Ucrânia”.

Também aparecem unidades de artilharia em formação de comboio passando por campos ucranianos e depois “se preparando para a ação, ao estabelecer posições de fogo na área de Krasnodon”.

Segundo o general-de-brigada holandês Nico Tak, diretor do Centro de Gestão Integral de Crise e de Operações, do Comando de Operações Aliado (ACO), as imagens confirmam o que a Otan e seus parceiros “estiveram vendo durante semanas através de outras fontes”.

“Nas últimas duas semanas notamos uma grande escalada tanto no nível como na sofisticação da interferência militar russa na Ucrânia”, afirmou Tak em comunicado.

Tak sustentou que as imagens por satélite, facilitadas pela empresa DigitalGlobe, “apresentam mais provas de que soldados russos, equipados com armamento pesado sofisticado, operam dentro do território soberano da Ucrânia”.

De acordo com a Otan, estas imagens -datadas de 20, 21 e 23 de agosto- são “só a ponta do iceberg” em termos do número total de soldados e dos movimentos armamentísticos russos.

“Também detectamos grandes quantidades de armas avançadas, incluindo sistemas de defesa antiaérea, artilharia, tanques e veículos blindados de transporte de tropas que foram transferidas às forças separatistas no leste da Ucrânia”, explicou o general-de- brigada.

O general alertou que “a presença deste tipo de armas, junto com um número substancial de soldados de combate russos dentro da Ucrânia, agrava a situação cada vez mais”.

Outras imagens recolhem “uma atividade substancial dentro da Rússia em áreas adjacentes à fronteira com a Ucrânia”, segundo a Aliança Atlântica, que acredita que essa tarefa é realizada em apoio direto às forças que operam dentro da Ucrânia e que faz parte de “uma estratégia de desestabilização altamente coordenada”.

“A Rússia está reforçando e reabastecendo as forças separatistas em uma tentativa flagrante de mudar o desenvolvimento dos combates, que atualmente favorece o Exército ucraniano”, sustentou Tak.

Para o general-de-brigada, o objetivo último da Rússia é “aliviar a pressão sobre os combatentes separatistas a fim de prolongar este conflito indefinidamente, o que resultaria em uma maior tragédia para os cidadãos do leste da Ucrânia”. EFE

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