Pedido para incluir Estados e municípios na CPI da Covid-19 tem 37 assinaturas no Senado
O senador Eduardo Girão (Podemos-CE) conversou com o programa “Os Pingos Nos Is”, da Jovem Pan, nesta segunda-feira, 12, sobre o recolhimento de assinaturas para a inclusão de governadores e prefeitos na CPI da Covid-19. “Nós já temos 37 assinaturas, ou seja, estamos com um número de cinco a mais do que a assinatura que foca apenas no Governo Federal”, afirmou. Segundo Girão, ele e os colegas não consideram justa ou abrangente uma CPI que foca apenas em “parte da verdade”. Ele afirmou que o país vive um cenário “voltado para 2022”, algo que prejudica as investigações em torno de falcatruas cometidas com o dinheiro no momento de crise.
“O foco da nossa CPI não é apurar os estados e municípios. O foco da CPI é apurar os desvios dos recursos federais, centenas de bilhões de reais que foram enviados daqui de Brasília, do Governo Federal, para estados e municípios enfrentarem a pandemia”, afirmou. Caso o processo de inclusão não ande, porém, Girão disse que não pretende ir até o STF para pressionar a aceitação por parte do senado. “Acredito que é uma interferência de um poder sobre o outro. Hoje o Supremo Tribunal Federal causou uma desarmonia entre os poderes e eu acredito que a nossa CPI buscou o rito correto dentro do Senado Federal.
[jp-related-posts ids=”1077424,1077386,1077404″]
Girão disse que não tem conluio com nenhuma esfera de poder e nem tenta defender o Governo Federal com esse pedido. Ele lembrou de momentos em que se opôs a Jair Bolsonaro, como na votação para aprovar Kássio Nunes Marques para cargo no STF. “Absolutamente nada contra o ministro, mas é uma questão de princípios. Tenho essa independência do mandato e acredito que fica até feio para o governo, no meu modo de ver, pedir retirada de assinaturas”, pontuou. Ele crê que as argumentações para a CPI estão bem embasadas e, com a inclusão das outras esferas de poder, ela mostra o caminho correto para buscar a verdade. “Essa sujeira debaixo do tapete tem que vir à tona porque muita gente morreu por falta de leitos, por falta de respiradores. Porque dinheiro não faltou. Dinheiro de Brasília para os Estados e municípios não faltou”, afirmou.
O senador também comentou sobre a possibilidade de se debater a CPI durante a pandemia e disse acreditar que há condições para trabalhar em isolamento social, mesmo com desafios. “Cada senador tem direito de ter até 50 assessores nos seus gabinetes. A gente tem muita equipe para fazer essa busca, essa análise de documentos”, afirmou. classificou as decisões da segunda turma em relação à liberação de réus da Lava Jato como “esdrúxulas” e disse acreditar que o STF está “sem limites”, mas afirmou que vê a mobilização do povo brasileiro em busca do impeachment de alguns ministros da alta Corte como uma esperança. “É um clamor da sociedade que eu acredito que vai ser a redenção do nosso país”, opinou. Para ele, o impeachment surtirá um efeito pedagógico nos ministros que agem como “ativistas judiciais”.
Assuntos
continue lendo
Notícias
Lula derrota família Bolsonaro pela segunda vez
Com vantagem no 1º turno, Flávio Bolsonaro recebeu 48%
- Quem é Celina Leão, amiga de Michelle Bolsonaro que foi reeleita governadora do DF Jovem Pan · há 2 dias
- Datafolha: Flávio Bolsonaro é rejeitado por 46%; Lula, por 45% Jovem Pan · há 5 dias
- ‘Bondades’ anunciadas por Lula em 2026 somam até R$ 178,1 bilhões ao ano Jovem Pan · há 2 semanas
- Trump diz que Groenlândia tem maior reserva de petróleo do mundo e que ela será explorada Estadão Conteúdo · há 2 semanas