Pesquisa diz que 43% dos americanos não concordam com troca de Bergdahl

  • Por Agencia EFE
  • 09/06/2014 20h57
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Washington, 9 jun (EFE).- Uma pesquisa elaborada pelo Centro de Pesquisas Pew e pelo jornal “USA Today” mostra que a maioria dos americanos (43%) considera “errada” a troca de Bowe Bergdahl, o soldado capturado no Afeganistão, por cinco presos de Guantánamo.

A pesquisa divulgada nesta segunda-feira mostra ainda que 34% acreditam que o governo de Barack Obama fez o “certo”, enquanto 23% não souberam responder.

A troca do militar por cinco presos de Guantánamo, anunciada no último dia 31 e negociada pela Casa Branca sem avisar ao Congresso, provocou polêmica nos Estados Unidos e foi criticada tanto por legisladores republicanos quanto por democratas, assim como pelo governo do Afeganistão.

Além disso, segundo alguns de seus colegas, no final de junho de 2009, pouco antes de ser capturado pelos talibãs, Bergdahl abandonou seu posto avançado em uma região montanhosa no leste do Afeganistão. Sendo assim, ele não teia sido capturado em batalha ou por estar desorientado durante uma patrulha noturna.

A pesquisa revelou que, entre os republicanos, a visão negativa da libertação de Bergdahl é grande: 71% a consideram “equivocada”, com relação a 16% que têm opinião positiva. Já entre os democratas predomina o apoio à troca, respaldado por 55% dos entrevistados, frente a 24% que se opõe, enquanto 44% dos independentes estão a favor e 32%, contra.

Neste sentido, 56% consideram que os Estados Unidos têm a responsabilidade de fazer todo o possível para devolver a seu país soldados americanos capturados no exterior, frente a 29% que pensam que, dado que supostamente Bergdahl abandonou seu posto, o governo não estava obrigada a promover sua libertação.

Além disso, 64% acreditam que Obama deveria informar ao Congresso antes de tomar decisões deste tipo, embora 30% opinem que deveria ter mais “flexibilidade” nestes casos.

A pesquisa foi feita em Inglês e Espanhol com 1.004 adultos entre 5 e 8 de junho, e tem uma margem de erro de 3,6% sobre um nível de confiança de 95%. EFE

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