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Polícia do RJ investiga suposto envolvimento de taxistas com tráfico

Investigação, realizada em parceria com o Ministério Público Fluminense, concentra-se em casos de transporte de grandes quantias de dinheiro vivo para traficantes

Luisa Cardoso

Táxi Rio de Janeiro
Táxi Rio de Janeiro FERNANDO FRAZÃO/AGÊNCIA BRASIL

A polícia do Rio de Janeiro está conduzindo uma investigação sobre a possível colaboração de taxistas, motoristas de aplicativo e mototaxistas com o crime organizado. Esta investigação, realizada em parceria com o Ministério Público Fluminense, concentra-se em casos de transporte de grandes quantias de dinheiro vivo para traficantes. Um dos casos mais notáveis envolve a comunidade da Busema, localizada no Itanhangá, zona oeste do Rio, onde o chefe do tráfico, associado ao Comando Vermelho, teria solicitado a um taxista o transporte de quase R$ 1 milhão em espécie. O traficante em questão, conhecido pelos apelidos Zeus ou da Roça, é descrito como um indivíduo meticuloso e extremamente preocupado com a gestão dos recursos obtidos através do tráfico de drogas, armas e munições.

Para facilitar a logística de suas operações, ele teria criado um grupo no WhatsApp chamado “amigos do transporte”. Este grupo seria utilizado para coordenar o transporte de dinheiro e outros itens relacionados às suas atividades criminosas. As autoridades estão investigando outros casos semelhantes, onde serviços de táxi, mototáxi e aplicativos são explorados para fins ilícitos. Além das operações de tráfico, a delegacia da Gávea, situada na zona sul do Rio, desmantelou recentemente uma quadrilha especializada em roubos a residências de luxo.

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Este grupo criminoso, composto por indivíduos oriundos de São Paulo, contava com a colaboração de um taxista para facilitar a fuga após os crimes. Em algumas áreas do Rio de Janeiro, como a Ilha do Governador, o acesso é restrito, e apenas aqueles autorizados, supostamente ligados ao tráfico, conseguem circular livremente.

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