Bolsonaro prevê que privatização da Petrobras pode levar quatro anos, ‘se tudo der certo’

Presidente fez ataques à política de preços da empresa estatal: ‘Quer mais é arrancar o dinheiro do povo’

  • Por Jovem Pan
  • 30/05/2022 22h19
Alan Santos/PR - 18/05/2022 Jair Bolsonaro Bolsonaro tem demonstrado incômodo com preços altos dos combustíveis

O presidente Jair Bolsonaro (PL) demonstrou irritação com a política de preços da Petrobras e voltou a falar na privatização da empresa, com o aviso de que seria um processo longo e demorado. Segundo o presidente, o governo pretende trocar a presidência da Petrobras para revelar o que disse ser uma ‘caixa-preta’, já que não tem conseguido agir para evitar os aumentos de preços de combustíveis como óleo diesel e gasolina apesar de ser o maior acionista. “A Petrobras no momento não tem qualquer responsabilidade e quer mais é arrancar dinheiro do povo. Quanto mais caro está o combustível, mais eles ganham, mais eles pagam para os acionistas, mais eles mandam para fora do Brasil”, afirmou Bolsonaro em entrevista à RedeTV.

O mandatário previu que a privatização poderia levar quatro anos para ser concretizada; o processo ainda não foi formalmente iniciado. “Olha, a privatização na Petrobras, se der tudo certo, vai levar quatro anos. Logicamente, vai ser um negócio complicado. O que não pode é a Petrobras ser uma semiestatal e com monopólio no Brasil. Aí não dá. Eles decidem lá, ‘vou aumentar hoje a noite o diesel’ e aumenta hoje a noite o diesel. Não quer nem saber”, criticou. Bolsonaro também comparou com o aumento de 15% nos planos de saúde individual e familiar, permitido pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) na semana passada. “Aumentar 15% o plano de saúde… tinha que falar um palavrão aqui, não vou falar. Não é justo. Mas passa lá pela ANS. A Petrobras não passa por mim. Ela é praticamente autônoma agora. O que estamos tentando fazer agora via o Ministério de Minas e Energia, que foi trocado o ministro. Ele quer colocar o novo presidente da Petrobras para botar uma nova diretoria, para que os números da Petrobras sejam expostos à opinião pública e não ser uma praticamente uma caixa preta como é hoje em dia”, disse.