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Capitão Alberto Neto pede presença de Lewandowski e diretor da PF em audiência sobre megaoperação contra o PCC

Deputado defende debate na Câmara sobre infiltração do crime organizado no sistema financeiro e no setor de combustíveis

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Operação Carbono Oculto
Operação contra crime organizado na Faria Lima aponta elo de núcleos com o PCC e o tráfico de drogas WERTHER SANTANA/ESTADÃO CONTEÚDO

O deputado federal Capitão Alberto Neto (PL-AM) protocolou requerimento na Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado da Câmara dos Deputados para a realização de uma audiência pública destinada a discutir a infiltração do crime organizado no sistema financeiro e no setor de combustíveis.

O parlamentar pede a presença do ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski; do presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo; e do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Augusto Passos Rodrigues, além de outras autoridades ligadas ao setor econômico e à fiscalização.

A iniciativa ocorre após a deflagração da Operação Carbono Oculto, considerada a maior já realizada contra o crime organizado no Brasil. A investigação revelou um esquema bilionário comandado pelo PCC envolvendo fundos de investimento, fintechs e mais de mil postos de combustíveis em dez estados, com movimentações superiores a R$ 46 bilhões em quatro anos. De acordo com a Receita Federal, o grupo teria sonegado R$ 7,6 bilhões em tributos.

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Para Alberto Neto, o avanço da facção demonstra uma nova realidade. “Estamos diante de um novo patamar do crime organizado, o chamado PCC 5.0, que deixou de atuar apenas nas ruas e presídios para se infiltrar em setores estratégicos da economia nacional. É um risco real à soberania do país e precisamos dar uma resposta firme”, afirmou.

O parlamentar ressaltou ainda que a audiência será fundamental para identificar falhas regulatórias, reforçar mecanismos de inteligência e propor medidas legislativas capazes de bloquear a atuação do crime organizado em áreas vitais da economia.

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