Caso Master: Mendonça convoca reunião com diretor-geral da PF nesta sexta-feira

Segundo informações apuradas pela Jovem Pan, o ministro quer ser atualizado por Andrei Rodrigues e pelos delegados responsáveis sobre o andamento das investigações, após assumir a relatoria do caso

  • Por Victor Trovão e Igor Damasceno
  • 13/02/2026 12h45 - Atualizado em 13/02/2026 13h46
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Carlos Moura/SCO/STF O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF) O ministro André Mendonça é o novo relator do caso Master no Supremo Tribunal Federal (STF).  

O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), convocou para esta sexta-feira (13) uma reunião com o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, e delegados responsáveis pelas investigações sobre supostas fraudes financeiras envolvendo o Banco Master.

A Jovem Pan apurou que o ministro quer ser atualizado sobre o andamento do inquérito e saber os próximos passos da investigação.

Os policiais também estão reunindo novas informações extraídas do celular do dono do banco, Daniel Vorcaro, para compartilhar com o novo relator do caso.

A reunião acontece um dia após Mendonça assumir a relatoria do inquérito do Banco Master no STF. O ministro Dias Toffoli deixou o caso depois que um relatório da PF o relacionou a Vorcaro.

Novo relator 

Ontem, o presidente do STF, Edson Fachin, convocou uma reunião com os ministros para tratar sobre o relatório da PF, que cita uma perícia feita no celular de Vorcaro. No documento, a corporação informou ter encontrado menções a Toffoli e pediu a arguição de suspeição do ministro. Ou seja, que ele fosse declarado “suspeito” para atuar no processo.

Jovem Pan apurou que Toffoli argumentou aos colegas que não via motivos para deixar a relatoria do caso, mas se viu isolado e acabou cedendo. A avaliação dos integrantes da Corte é de que a atuação do magistrado no processo do Banco Master causou um desgaste desnecessário ao Supremo.

Após a reunião, por meio de nota, os 10 ministros do STF declararam que as acusações não eram “caso de cabimento para a arguição de suspeição” e reconheceram a validade dos atos praticados por Toffoli na relatoria.

Entenda o caso Master

Após identificar indícios de irregularidades financeiras e a grave crise de liquidez, o Banco Central determinou, em novembro de 2025, a liquidação extrajudicial do Banco Master S/A, do Banco Master de Investimentos S/A, do Banco Letsbank S/A e da Master S/A Corretora de Câmbio, Títulos e Valores Mobiliários.

Em 21 de janeiro, o Will Bank, braço digital do conglomerado de Vorcaro, também teve o seu encerramento forçado.

Segundo as investigações, o Banco Master oferecia Certificados de Depósitos Bancários (CDB) com rentabilidade muito acima do mercado. Para sustentar a prática, a instituição financeira passou a assumir riscos excessivos e estruturar operações que inflavam artificialmente o seu balanço financeiro, enquanto a liquidez se deteriorava.

Os episódios do Banco Master e da gestora de investimentos Reag, liquidada em 15 de janeiro, são os mais graves do sistema financeiro brasileiro. Os casos envolvem, além das fraudes, tensões entre o STF e o Tribunal de Contas da União (TCU), bem como com o Banco Central e a PF.

Em 17 de janeiro, Fundo Garantidor de Crédito (FGC) iniciou o processo de ressarcimento aos credores do Banco Master, Banco Master de Investimento e Banco Letsbank. O valor total a ser pago em garantias soma R$ 40,6 bilhões.

*Com informações de Janaína Camelo

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