Caso Master: Viana diz que deve se reunir com Mendonça e pede novos documentos

Senador argumenta que os dados são ‘fundamentais para a continuidade dos trabalhos’ da Comissão

  • Por Jovem Pan
  • 13/02/2026 14h59 - Atualizado em 13/02/2026 15h07
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Carlos Moura/Agência Senado Presidente da CPMI, o senador Carlos Viana é um dos autores de requerimento para ouvir o advogado André Mendonça, foi sorteado na última quinta para assumir a relatoria em ação sobre o Banco Master

O presidente da CPMI do INSS, Carlos Viana (Podemos-MG), solicitou ao ministro André Mendonça, novo relator do caso do Master e relator do INSS no Supremo Tribunal Federal (STF), libere o acesso a documentos sobre o sigilo bancário, fiscal e telefônico de Daniel Vorcaro.

O senador argumenta que os dados são “fundamentais para a continuidade dos trabalhos da CPMI”, para consolidar provas já colhidas e avançar o relatório.  Viana também disse que uma audiência com o ministro está prevista para a semana após o carnaval.

O tema do encontro pessoal seria tratar “a importância da cooperação entre os Poderes”. Também reafirmou que a oitiva de Vorcaro na Comissão está marcada para 26 de fevereiro.

Relatoria do Caso Master

André Mendonça, foi sorteado na última quinta para assumir a relatoria em ação sobre o Banco Master. Mais cedo, o magistrado Dias Toffoli deixou o processo depois de reunião com os colegas da Corte.

A Jovem Pan apurou que Toffoli argumentou aos colegas que não via motivos para deixar a relatoria do casoA avaliação dos integrantes da Corte é de que a atuação do magistrado no processo do Banco Master causou um desgaste desnecessário ao Supremo.

A reunião dos ministros foi convocada pelo presidente do STF, Edson Fachin, para tratar sobre relatório da Polícia Federal (PF) enviada à Corte sobre a perícia feita no celular do dono do Banco Master, Daniel Vorcaro. No documento, a corporação informou ter encontrado menções a Toffoli e pediu a arguição de suspeição do ministro. Ou seja, que ele fosse declarado “suspeito” para atuar no processo.

Entenda o caso do Banco Master

Após identificar indícios de irregularidades financeiras e a grave crise de liquidez, o Banco Central determinou, em novembro de 2025, a liquidação extrajudicial do Banco Master S/A, do Banco Master de Investimentos S/A, do Banco Letsbank S/A e da Master S/A Corretora de Câmbio, Títulos e Valores Mobiliários.

Em 21 de janeiro, o Will Bank, braço digital do conglomerado de Vorcaro, também teve o seu encerramento forçado.

Segundo as investigações, o Banco Master oferecia Certificados de Depósitos Bancários (CDB) com rentabilidade muito acima do mercado. Para sustentar a prática, a instituição financeira passou a assumir riscos excessivos e estruturar operações que inflavam artificialmente o seu balanço financeiro, enquanto a liquidez se deteriorava.

Os episódios do Banco Master e da gestora de investimentos Reag, liquidada em 15 de janeiro, são os mais graves do sistema financeiro brasileiro. Os casos envolvem, além das fraudes, tensões entre o STF e o Tribunal de Contas da União (TCU), bem como com o Banco Central e a PF.

Em 17 de janeiro, Fundo Garantidor de Crédito (FGC) iniciou o processo de ressarcimento aos credores do Banco Master, Banco Master de Investimento e Banco Letsbank. O valor total a ser pago em garantias soma R$ 40,6 bilhões.

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