CPMI do INSS aprova convite para depoimento de Galípolo e Campos Neto

Além de tratarem sobre as irregularidades em empréstimos consignados, Comissão deve abordar a atuação das duas gestões frente ao BC no caso Master

  • Por Jovem Pan
  • 19/03/2026 13h04
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Raphael Ribeiro / BC e Vinicius Loures / Câmara dos Deputados Presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, e ex-presidente do Banco Central Roberto Campos Neto Presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, e ex-presidente do Banco Central Roberto Campos Neto

A CPMI do INSS aprovou nesta quinta-feira (19) os convites para que o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, e o ex-chefe da autarquia Roberto Campos Neto possam depor à comissão sobre irregularidades envolvendo empréstimos consignados feitos por instituições financeiras.

Além dos consignados, Campos Neto, na mira do governo, e Galípolo, alvo da oposição, serão pressionados sobre a atuação da autoridade monetária no caso do Banco Master.

Investigação da Polícia Federal apontou que, durante a gestão de ambos (Campos Neto entre 2019 e 2024, e Galípolo de 2025 em diante), servidores do Banco Central tinham ligações com Daniel Vorcaro, dono do Master.

Um dos suspeitos é Paulo Sérgio Neves de Souza, que foi diretor de Fiscalização do BC entre 2017 e 2023. Ele é apontado como “consultor informal” do banco e vendeu uma fazenda de café por R$ 3 milhões para um fundo de investimentos ligado a Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro.

Outro é Belline Santana, que chefiou o Departamento de Supervisão Bancária no ano passado. Ele também é acusado pela PF de receber pagamentos de Vorcaro para atuar “de modo informal e reiterado em favor dos interessesdo Master.

Os dois teriam oferecido orientações sobre processos administrativos envolvendo o Master, revisado minutas de documentos que seriam enviados pela instituição ao regulador e tentado influenciar na análise de processos administrativos, segundo a PF.

Os dois foram afastados do Banco Central em janeiro, quando foi aberta uma investigação interna para apurar o caso Master.

A CPMI também aprovou o compartilhamento de provas da CPMI do Crime Organizado sobre as quebras de sigilo bancário, fiscal, telefônico, telemático de Fabiano Zettel, cunhado de Daniel Vorcaro.

*Com informações do Estadão Conteúdo

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