‘Estamos diante de eleição que tem Banco Master como maior escândalo’, diz Eduardo Leite
O governador do Rio Grande do Sul e pré-candidato à Presidência, Eduardo Leite (PSD), afirmou em entrevista ao programa Canal Livre, da TV Band, que a eleição de 2026 terá o caso das fraudes bilionárias do Banco Master como principal escândalo político.
“Os brasileiros estão indo às urnas mais uma vez neste ano diante de graves escândalos de corrupção que não podem ser admitidos. Estamos diante de uma eleição que tem o Banco Master como o grande escândalo”, afirmou Leite em trecho da entrevista divulgado no site do programa.
Eduardo Leite prometeu na entrevista que a primeira ação dele, caso eleito presidente em outubro, seria enviar uma proposta de emenda à Constituição para extinguir a reeleição para cargos do Executivo. Foi também uma alteração na Constituição que fez a prática ser permitida, aprovada em 1997 durante o governo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB).
“Eu, para poder criar um melhor ambiente, mandaria imediatamente no início do governo uma emenda para acabar com a reeleição do presidente da República”, afirmou Leite.
O Canal Livre entrevistou Leite e os outros dois governadores que são pré-candidatos à Presidência pelo PSD: o de Goiás, Ronaldo Caiado, e o do Paraná, Ratinho Júnior. O programa vai ao ar às 22 horas deste domingo, 15.
Pré-candidatos divergem sobre maioridade penal
Os três governadores que são candidatos à Presidência pelo PSD divergiram sobre a redução da maioridade penal em entrevista ao programa Canal Livre. Enquanto Ratinho Júnior e Ronaldo Caiado se mostraram favoráveis à proposta, Leite, apontou para a infraestrutura incapaz de receber novos detentos.
Ratinho Júnior disse que “gosta da ideia”, mas afirmou ser necessária uma análise legislativa aprofundada sobre o assunto: “Eu gosto da ideia, mas acho também que tem que ter um debate profundo sobre esse assunto”.
Já Caiado defende que o endurecimento do Código Penal diminuiria a criminalidade juvenil. Ele destacou também que em crimes contra a vida, como homicídio, é necessário que adolescentes sejam punidos como adultos.
“Sou a favor. Na hora que você endurece e que sabe que tem pena e que tem consequência, essa faixa etária de 16 anos tem que começar a responder, sim, pelos crimes praticados”, disse o governador de Goiás.
Leite disse que é preciso haver uma melhoria da estrutura prisional antes de uma redução da maioridade penal. Segundo ele, do jeito que está, os presídios se tornam ambientes recrutadores de novos detentos.
“Eu acho que você pode avançar numa discussão de maioridade penal desde que você consiga resolver um sistema prisional antes, senão nós vamos estar colocando dentro de um sistema que vai recrutar jovens para o crime também”, disse o governador do Rio Grande do Sul.
*Estadão Conteúdo
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