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Política

Governo quer que prorrogação da CPMI do INSS se limite por mais 15 dias

A prorrogação do colegiado foi comemorada pela oposição

Pedro Vilas Boas

Presidente Lula (PT) durante cerimônia de lançamento do Programa 'Farmácia Popular do Brasil'
Presidente Lula (PT) durante cerimônia de lançamento do Programa 'Farmácia Popular do Brasil' Ricardo Stuckert / PR

Parlamentares da base do governo estão trabalhando nos bastidores para limitar a ampliação dos trabalhos da CPMI do INSS por mais duas semanas. A decisão do ministro André Mendonça, do STF, em prorrogar a comissão em até 120 dias desagradou tanto o governo Lula, quanto o presidente do Senado, Davi Alcolumbre.

A prorrogação do colegiado foi comemorada pela oposição. O presidente do comissão, senador Carlos Viana (Podemos-MG), afirmou que 60 dias seriam necessários para a realização de novas sessões e depoimentos até a finalização do relatório. Já parlamentares governistas acreditam que 15 dias seria suficiente para encerrar os trabalhos da comissão.

A leitura política dos deputados e senadores é de que o tempo reduzido da CPMI pode conter eventuais desgastes em ano eleitoral, devido ao avanço das investigações envolvendo nomes próximos ao presidente Lula.

Nesta quinta-feira (25), o STF vai julgar em plenário físico a decisão de Mendonça em prorrogar a comissão. Como não há consenso na Suprema Corte, um eventual pedido de vista não está descartado. Esse tempo é visto como um possível espaço para negociações entre Congresso e Judiciário, numa saída negociada sem gerar desgaste entre os Poderes.

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