Lula volta atrás e garante que Camilo Santana vai ser candidato no Ceará: ‘Não sei a que’

Ex-ministro da Educação foi eleito senador em 2022 e não pode se candidatar novamente ao cargo; a única opção lógica para ele é tentar mais uma vez o governo do Estado

  • Por Jovem Pan*
  • 30/03/2026 18h44 - Atualizado em 30/03/2026 18h56
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Foto/reprodução: Ricardo Stuckert/Presidência Lula e Camilo Santana Presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e ex-ministro da educação Camilo Santana

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) disse nesta segunda-feira (30) que o ministro da Educação, Camilo Santana, vai “ser candidato”, mas não disse a que, e deixará o cargo.

“Camilo não vai terminar o mandato, vai sair antes e não vai ganhar medalha (em tom de brincadeira). Ele está saindo agora para ser candidato, não sei a que, mas está saindo agora do governo. Quero comunicar que ao deixar o governo, o nosso companheiro Leonardo Barchini vai ser o novo ministro da Educação”, afirmou.

Quem assume o lugar de Camilo no MEC é o atual secretário-executivo do MEC, Leonardo Barchini, assumirá o posto.

No dia 23 de março, o presidente Lula havia afirmado que o ministro da Educação, Camilo Santana, não deveria concorrer ao governo do Ceará, mas que deve deixar o governo federal para focar nas articulações eleitorais no Estado.

“Meu querido companheiro, ministro da Educação, que está nos deixando agora. Ele está pedindo para sair, porque tem campanha eleitoral. E ele, embora não seja candidato, quer participar da campanha”, declarou, referindo-se a Camilo, durante cerimônia para entrega do Selo Nacional Compromisso com a Alfabetização, em Brasília.

Camilo Santana foi eleito senador em 2022. Não pode se candidatar novamente ao cargo. Com isso, a única opção lógica para ele é tentar mais uma vez o governo do Estado – ele não será candidato à Presidência ou a vice-presidente. Seu nome passou a ser cotado para o governo cearense diante do desempenho abaixo do esperado do atual governador Elmano de Freitas (PT).

“Esse País será soberano para não permitir que absolutamente ninguém meta o bedelho nesse País para dar palpite sobre o que a gente tem que fazer. Isso aqui é nosso, sabemos cuidar disso aqui e vamos cuidar melhor do que gente que dá palpite aí fora”, declarou.

*Com informações do Estadão Conteúdo

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