Moraes diminui pena de condenado por quebrar relógio de Dom João no 8 de Janeiro
A ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF) diminuiu a pena de Antônio Cláudio Ferreira, por ter concluído o ensino médio, através da aprovação no Exame Nacional para Certificação de Competências de Jovens e Adultos (ENCCEJA). Um dos condenados pelo Supremo Tribunal Federal (STF) pelos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023, ele ficou conhecido por ter quebrado o relógio histórico de Dom João VI no Palácio do Planalto.
A Procuradoria-Geral da República (PGR) já havia se manifestado favorável à redução de pena do mecânico na terça-feira (19).
A pena de Ferreira, inicialmente fixada em 17 anos de prisão, deve ser reduzida em 133 dias, o equivalente a cerca de quatro meses. O Procurador-Geral da República, Paulo Gonet explica no parecer que “a aprovação, ainda que parcial, no Exame Nacional para Certificação de Competências de Jovens e Adultos – ENCCEJA, permite a remição da pena, inclusive para o apenado que já tenha concluído o ensino médio antes do início da execução penal”.
Ferreira foi condenado por abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado, deterioração de patrimônio tombado e associação criminosa armada.
Segundo documentos enviados ao Supremo pela Vara de Execuções Penais de Uberlândia (MG), Ferreira trabalhou 187 dias entre setembro de 2024 e abril de 2025, leu quatro livros, entre eles, O Mulato, Memórias de um Sargento de Milícias, Uma História de Amor e Laranja da China. Além disso, ele foi aprovado no Ensino Fundamental e no Ensino Médio por meio do ENCCEJA.
A PGR explica no parecer que a Lei de Execução Penal é “benéfica ao apenado que busca na educação e na constante capacitação o abrandamento do seu tempo de prisão, considerando o objetivo de facilitar a readaptação do reeducando ao convívio social”.
Relembre o caso
Antônio Cláudio Alves Ferreira foi identificado e preso pela Polícia Federal como o autor da destruição do relógio histórico que pertenceu a Dom João VI durante a invasão às sedes dos Três Poderes, em 8 de janeiro de 2023. A peça, que ficava exposta no terceiro andar do Palácio do Planalto, foi um presente do rei Luís XIV, da França, e chegou ao Brasil com a família real portuguesa, em 1808.
Ele foi localizado por meio de reconhecimento facial e depoimentos colhidos pela PF. O ato de vandalismo foi registrado por câmeras do Planalto e ganhou ampla repercussão após ser exibido no programa Fantástico, da TV Globo. A partir disso, vizinhos e conhecidos do réu passaram a identificá-lo.
Apoiador do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), Antônio Cláudio vestia uma camiseta com o rosto do político no dia da invasão.
Com informação de Estadão Conteúdo
Assuntos
continue lendo
Brasil
Toffoli tem momento de atrito com advogado em julgamento no STF
Rodolfo Barros Martins lamentou a ausência do ministro no Plenário; o magistrado rebateu ao dizer que acompanhou a sustentação pelo sistema de som do banheiro
- Horário eleitoral no rádio e TV começa nesta sexta; veja como funcionará Agência Brasil · há 60 minutos
- Quem é Aroldo Medina, candidato a vice de Renan Santos nas eleições de 2026 Marcelo Bamonte · há 3 horas
- Conheça Renan Santos, fundador do MBL e candidato do Missão à Presidência Marcelo Bamonte · há 3 horas
- Criação de ministério depende da aprovação da PEC da Segurança Pública, diz Lula Jovem Pan · há 10 horas