‘Não existe bala de prata que torne o Estado blindado de eventos climáticos’, diz Eduardo Leite
O governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSDB), detalhou nesta sexta-feira as bases do “Plano Rio Grande”, um projeto de reconstrução do estado que prevê investimentos de pelo menos R$ 20 bilhões. Durante entrevista em Lisboa, ele ressaltou que a recuperação será um processo complexo e multifacetado, alertando que não há soluções simples para a crise climática. “Não existe uma ‘bala de prata’ que torne o estado blindado de eventos climáticos”, afirmou Leite, definindo o tom do desafio que se apresenta.
Segundo o governador, o plano foi estruturado com base em dados e ciência, contando com um comitê científico formado por mais de 40 especialistas, incluindo hidrólogos, geólogos e meteorologistas. O objetivo é orientar as ações de forma técnica e eficaz. “São várias iniciativas”, explicou Leite, listando medidas que vão desde o fortalecimento da Defesa Civil e a contenção de encostas até a melhoria de infraestruturas, como alteamento de pontes e dragagem de rios.
Para viabilizar as obras, o plano se apoia em duas fontes principais de recursos. A maior parte, cerca de R$ 14 bilhões, virão da suspensão do pagamento da dívida do estado com a União até 2027, permitindo que os recursos permaneçam no Rio Grande do Sul. Outros R$ 6,5 bilhões serão aportados pelo governo federal através de um fundo específico para a reconstrução.
Eduardo Leite também fez uma forte defesa do papel da iniciativa privada, especialmente em um cenário de restrição fiscal no país. “Se falta dinheiro, a gente tem que conseguir viabilizar investimentos críticos em infraestrutura sem precisar do recurso público”, argumentou. Ele criticou o que considera a “ineficiência de empresas públicas” e usou a privatização da companhia de saneamento gaúcha como exemplo. Segundo ele, após a privatização, a empresa “triplicou o volume de investimentos” sem onerar o Tesouro do Estado ou aumentar tarifas, baseando-se em ganhos de eficiência.
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Apesar da complexidade do cenário, o governador gaúcho se mostrou otimista com o legado das ações. “O Rio Grande do Sul vai ser um exemplo de resiliência, de Defesa Civil bem estruturada e de capacidade de adaptação climática para todo o Brasil”, concluiu.
*Com informações de Luca Bassani
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*Reportagem produzida com auxílio de IA