Obstrução no Congresso: Líderes de centro cobram punição de aliados de Bolsonaro e temem precedente para chantagem

Deputados veem Motta enfraquecido e aliados do presidente pedem reação

  • Por Victoria Abel
  • 07/08/2025 16h04 - Atualizado em 07/08/2025 16h10
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WILTON JUNIOR/ESTADÃO CONTEÚDO Motta retoma cadeira na Câmara: 'País deve estar em primeiro lugar e não projetos pessoais' Na noite de quarta-feira, o presidente da Câmara precisou da ajuda de líderes de partidos de centro para chegar até a cadeira

Líderes de partidos de centro e aliados o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), avaliam que ele precisa reagir aos deputados bolsonaristas que tentam impedir a chegada dele a cadeira da Mesa Diretora. Os parlamentares temem o presidente seja ainda mais fragilizado se não tomar uma atitude e que o protesto bolsonarista poderia abrir um precedente para que deputados de outros campos político, inclusive da esquerda, usem da mesma estratégia: ocupar o plenário para chantagear Hugo Motta.

Na noite de quarta-feira, o presidente da Câmara precisou da ajuda de líderes de partidos de centro para chegar até a cadeira. Os deputados doutor Luizinho, do PP, Isnaldo Bulhões, do MDB, Elmar Nascimento, do União Brasil, e Mario Heringer, do PDT, abriram caminho para passagem do presidente entre os deputados bolsonaristas que ainda permaneciam na Mesa Diretora e seguraram a cadeira para ele sentar.

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Além de Marcel Van Hattem (Novo-RS) permanecer sentado na cadeira, mesmo com a chegada de Hugo ao plenário, o deputado Zé Trovão (PL-SP) tentou impedir Hugo Motta de subir as escadas em direção à Mesa Diretora. De acordo deputados que acompanharam a cena, o presidente precisou pedir “respeito” para que a passagem fosse liberada.

Parte dos líderes de centro defendem que os deputados que atrapalharam a chegada de Motta a mesa sejam punidos com seis meses de suspensão, argumentam que os parlamentares deveriam ser o mandato sob análise do Conselho de Ética, para a possibilidade de cassação. Por outro lado, também existe a avaliação de parte dos líderes que uma punição poderia aflorar ainda mais os ânimos e voltar a tensionar a relação dentro da Casa.

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