Perfil do relator da PEC 6X1 deve ser de ‘muito trabalho e pouca mídia’
A definição dos nomes é fundamental para as pretensões das legendas em relação a pauta, ainda mais diante de um ano eleitoral
Nos bastidores da Câmara dos Deputados, os partidos da base do governo e da oposição começaram a escolher quem serão os indicados para compor a Comissão Especial que será criada para analisar o conteúdo da PEC, que discute o fim da jornada de trabalho 6×1.
A definição dos nomes é fundamental para as pretensões das legendas em relação a pauta, ainda mais diante de um ano eleitoral. Mas, mais do que isso, a escolha do relator será determinante para atender as diferentes demandas dos parlamentares.
Uma coisa é consenso em Brasília: o relator será um deputado de Centro. No entanto, o presidente da Câmara, Hugo Motta, já teria traçado um perfil específico, alguém que tenha bom trânsito político, diálogo com diferentes siglas, capaz de atender o pleito dos trabalhadores e dos setores que podem ser impactados com a medida. Além disso, a busca também é por um relator pouco midiático para não usar a discussão como palanque político.
Um dos parlamentares que participa das discussões afirma que o relator deve ser ter o perfil de “muito trabalho e pouca mídia”. Uma das possibilidades seria a permanência de Paulo Azi, que relatou a proposta na CCJ.
Um dos pontos que podem emperrar as discussões é sobre o tempo de transição para a implementação da redução da jornada de trabalho e as compensações que serão ofertadas ao setor produtivo.
A base do governo deseja a aprovação da PEC com efeito imediato no mercado de trabalho. Dessa forma, o presidente Lula poderia usar a aprovação da proposta na campanha eleitoral como uma tentativa de aumentar sua popularidade e melhorar os índices de aprovação. Já a oposição discute um tempo de transição maior para dar tempo e proteção aos empresários. Além disso, precisam oferecer contrapartidas que sejam interessantes aos setores que serão mais impactos.
Nesta quarta-feira (21), Hugo Motta disse, em uma postagem na rede social, que pretende levar a proposta “ao plenário ainda em maio” e reafirmou que “o compromisso é avançar rápido, mas sempre com muito equilíbrio e responsabilidade”.
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