PSD vai anunciar apoio a Tarcísio em São Paulo na quinta-feira

Ex-prefeito de São José dos Campos Felício Ramuth (PSD) será indicado ao posto de vice-governador na chapa do ex-ministro da Infraestrutura

  • Por André Siqueira
  • 05/07/2022 18h56 - Atualizado em 05/07/2022 19h21
Isac Nóbrega/PR Tarcísio de Freitas falando ao microfone Tarcísio Gomes de Freitas é o candidato do presidente Jair Bolsonaro no maior Estado do país

O PSD vai formalizar o apoio a Tarcísio Gomes de Freitas (Republicanos), pré-candidato ao governo de São Paulo apoiado pelo presidente Jair Bolsonaro (PL), na manhã da quinta-feira, 7. A informação foi confirmada à Jovem Pan por um integrante da campanha do ex-ministro da Infraestrutura. Com isso, a sigla presidida pelo ex-ministro Gilberto Kassab indicará o ex-prefeito de São José dos Campos Felício Ramuth para o posto de vice-governador. Antes da oficialização, Kassab irá se reunir com o ex-governador de São Paulo Márcio França (PSB) para encerrar as tratativas sobre uma possível aliança no maior colégio eleitoral do país. “A reunião com França está mantida, não porque mudará algo no curso da história, mas para cumprir o roteiro traçado, para cumprir o protocolo”, disse à reportagem um aliado do dirigente pessedista.

O anúncio vai oficializar o embarque do PSD na chapa de Tarcísio, mas o ex-ministro já contava com o apoio de quadros importantes da sigla, como o ex-vice-governador de São Paulo Guilherme Afif Domingos, coordenador da campanha, e o deputado federal Eleuses Paiva (PSD-SP), responsável pelas propostas da área da saúde. A aliança entre PSD e Republicanos será anunciada na esteira do acordo firmado entre PT e PSB para a composição da chapa do ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad (PT). Como a Jovem Pan mostrou, os dirigentes petistas esperam que Márcio França anuncie que desistirá de sua pré-candidatura ao Palácio dos Bandeirantes para disputar uma vaga no Senado no sábado, 9, em evento em Diadema, no ABC Paulista, que contará com a presença de Haddad e do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Ao longo das últimas semanas, interlocutores de França se diziam otimistas com a possibilidade de Kassab aceitar o convite para ser o primeiro suplente do ex-governador na candidatura ao Senado – em um dos cenários aventados, em uma eventual vitória de Lula, Márcio França seria alçado ao posto de ministro e o presidente nacional do PSD assumiria a vaga no Legislativo. Com o apoio a Tarcísio prestes a ser oficializado, PSD e PT se distanciam pelo menos em solo paulista. “O Kassab tem dificuldades [de compor] com o Haddad. Mas Kassab com Lula não tem dificuldade alguma”, disse à Jovem Pan um aliado do cacique pessedista, em alusão à possibilidade de o PSD apoiar Lula no eventual segundo turno da eleição presidencial.