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Política

Tarcísio diz ser ‘absolutamente crítico’ a contrato da Enel e defende que não seja prorrogado

Governador de SP classificou o serviço como ‘extremamente ruim’ e ‘ultrapassado’; segundo ele, os dois indicadores de desempenho previstos eram fáceis de atingir, já que previam expurgos por condições climáticas

Fernando Keller

Tarcísio de Freitas
54714201405_8541fcf8b7_k Pablo Jacob/Governo do Estado de SP

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), afirmou nesta segunda-feira (18), que é “absolutamente crítico” ao contrato de concessão da Enel, empresa distribuidora de energia elétrica que atende 24 municípios na Região Metropolitana de São Paulo. Segundo Tarcísio, o governo federal e a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) não deveriam prorrogar a parceria. “A empresa não faz os investimentos necessários, não faz Capex, não faz Opex. Por quê? Porque aquilo a qualidade do serviço não vai ser reconhecido na tarifa. E como não é reconhecido na tarifa, não gera receita, e a empresa não faz o investimento”, disse Tarcísio. “É uma empresa geradora de caixa, uma empresa geradora de receita, mas que não faz os investimentos necessários.”

O governador classificou o serviço como “extremamente ruim” e “ultrapassado”. Segundo ele, os dois indicadores de desempenho previstos – Duração Equivalente de Interrupção por Unidade Consumidora (DEC) e Frequência Equivalente de Interrupção por Unidade Consumidora (FEC) – eram fáceis de atingir, já que previam expurgos por condições climáticas, e isso permitia que a empresa não realizasse os investimentos necessários. Ele observou que a demora na religação da rede em situações extremas (apagões), como tempestades e ventos fortes, é resultado dessa falta de investimentos, de pessoal e, sobretudo, de automação. “Eu prepararia essa concessão, que é muito grande, em pelo menos duas concessões. E estabeleceria um contrato que amarrasse, de fato, os investimentos, as servidões, como isso vai ser cobrado ao longo do tempo”, continuou Tarcísio.

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Para o governador, São Paulo não poderia aceitar a prorrogação do contrato, especialmente no cenário atual, em que a recuperação da capacidade de investimento “é fundamental” para as administrações públicas.

*Com informações do Estadão Conteúdo
Publicado por Fernando Dias

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