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Presidente de escola de samba é preso em SP por ligação com o PCC

A investigação aponta que Alexandre Constantino Furtado era responsável por um esquema de lavagem de dinheiro que movimentou mais de R$ 290 milhões

Nátaly Tenório

Alexandre Constantino Furtado
Alexandre Constantino Furtado, Reprodução/Redes Sociais

O presidente da escola de samba Império de Casa Verde e vice-presidente da Liga SP, Alexandre Constantino Furtado, foi preso nesta terça-feira (23) em São Paulo. A prisão ocorreu durante a “Operação Vila do Conde”, que investiga um esquema de tráfico internacional de drogas e lavagem de dinheiro com supostas ligações com a facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC).

A investigação, que começou em 2021 após a apreensão de 450 quilos de cocaína no Pará, aponta que Furtado era responsável por um complexo esquema de lavagem de dinheiro que movimentou mais de R$ 290 milhões. Segundo a Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (FICCO), o grupo utilizava doleiros para ocultar bens e reinvestia os lucros do tráfico em diversos segmentos do comércio.

A suspeita é que Alexandre Furtado usava a quadra da escola de samba como um escritório para negociar o envio de drogas para a Europa e coordenar as operações de lavagem de dinheiro. No entanto, a polícia ressalta que, até o momento, a investigação não identificou uma relação direta da instituição, a escola de samba Império de Casa Verde, com as atividades criminosas.

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Durante a operação, foram cumpridos 22 mandados de prisão e 40 de busca e apreensão. Foram apreendidos dinheiro em espécie, joias e relógios de luxo.
O delegado da Polícia Federal em São Paulo, Alexandre Custódio Neto, explicou o funcionamento da organização criminosa: “Eles adquiriam cocaína na Bolívia, essa droga passava pelo Brasil e, de diferentes pontos do país, era remetida à Europa, para países como Espanha, Holanda e Bélgica. E, obviamente, depois eles faziam a lavagem dos ativos, movimentando esses recursos por meio de operadores financeiros clandestinos, que a gente conhece como doleiros, como também por meio de empresas de fachada e investimentos na economia formal.”

*Com informações de Misael Mainetti

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