Presidente do Iêmen alcança acordo com rebeldes houthis
Sana, 21 jan (EFE).- Líderes do movimento xiita dos houthis e o presidente do Iêmen, Abdo Rabbo Mansour Hadi, alcançaram nesta quarta-feira um acordo pelo qual, segundo o líder, os rebeldes se comprometem a retirar-se dos edifícios ocupados e a presidência a modificar a Constituição.
Em comunicado, o dirigente iemenita assegurou que, além disso, aumentará a parcela de participação dos houthis no governo e que os membros do movimento também conhecido como Ansar Alá (Seguidores de Alá) concordaram em libertar o chefe do escritório presidencial, Ahmed Awad Mubarak, sequestrado por eles há quatro dias.
Mansur Hadi assinou a concessão aos houthis de um maior poder no “aparelho estatal” após uma modificação da Carta Magna, que, segundo a nota, está aberta a “regras, supressões, modificações e novas inclusões”, propostas por “todos” os partidos políticos.
Por sua parte, os houthis se retirarão das áreas que ocupam, como os arredores da casa de Mansur Hadi e do palácio presidencial, afirmou o líder.
Os rebeldes também aceitaram abandonar um acampamento militar que serve de armazém de mísseis e a desmantelar todos os postos de controle erguidos por eles em Sana desde 19 de janeiro.
As negociações foram realizadas na casa do presidente, residência que estava rodeada e controlada por combatentes houthis desde esta manhã, explicou à Agência Efe uma fonte oficial.
A fonte acrescentou que o acordo outorga aos houthis 50% de participação nos postos de liderança do Estado e que se realizarão novas nomeações para o parlamento em um prazo máximo de uma semana.
Caso seja cumprido, o pacto porá fim à crise que estava levando o país a um eventual conflito armado, embora não seria a primeira vez que o presidente iemenita anuncia um acordo com os houthis e estes desmentem essa informação mais tarde.
Há dois dias, ambas partes assinaram um cessar-fogo que foi violado no dia seguinte quando os combatentes xiitas tomaram o controle do palácio presidencial e cercaram a casa de Mansur Hadi, em um avanço estratégico para pressionar às autoridades a aplicar o acordo de paz assinado no último dia 21 de setembro. EFE
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